Tragédia em Madri

Explosão destrói edifício no centro de Madri e deixa ao menos três mortos

Bombeiros ainda buscam outras vítimas nos escombros do prédio. Prefeito da capital espanhola, José Luis Martínez-Almeida, afirma que a principal suspeita é de que houve um vazamento de gás

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Uma explosão destruiu parcialmente um edifício no centro de Madri (Espanha) por volta das 15h (11h em Brasília), causando pelo menos três mortes, segundo o Corpo de Bombeiros madrilenho. O prefeito da capital espanhola, José Luis Martínez-Almeida, fez uma “avaliação preliminar com todas as precauções” da área da explosão e indicou que as causas apontam para uma explosão de gás, que destruiu os quatro andares superiores do edifício.

O imóvel está localizado no número 98 da rua de Toledo, no centro da cidade, muito perto da Porta de Toledo e ao lado da igreja Virgen de la Paloma e da escola La Salle-La Paloma. Nas proximidades também fica a casa de repouso Los Nogales La Paloma, onde num primeiro momento o incidente foi situado por engano e na qual não foram registrados feridos.

Fontes policiais indicam que a explosão ocorreu quando trabalhadores faziam uma verificação das instalações de gás do edifício, um centro paroquial da Igreja da Virgen de la Paloma, na parte posterior do imóvel. O local possui escritórios, um centro de acolhimento da Cáritas, salas de reuniões, um salão e três casas para sacerdotes.

“Os bombeiros vão verificar se houve danos na parede contígua que existe entre o edifício que explodiu e a da casa de repouso. Além disso, caiu entulho no pátio da escola que fica ao lado edifício”, disse Almeida. Pelo menos uma criança foi ferida no centro educacional, embora o prefeito tenha apontado que teve alguns “arranhões” que seriam “leves”.

Neste momento, o edifício “está se incendiando por dentro, mas não é considerado prudente intervir por parte dos bombeiros”, informou Almeida. “Caso seja apagado, pode ocorrer um represamento de gás que poderia afetar seriamente a estabilidade do edifício”, disse o prefeito de Madri, que não descarta que o imóvel possa ser demolido posteriormente. A polícia pediu que os cidadãos não se aproximassem da região, no coração da capital.

Edifício em chamas no centro de Madri.
Edifício em chamas no centro de Madri. Jaime Villanueva

Nove equipes do Corpo de Bombeiros de Madri e 11 unidades do Samur já se deslocaram ao local, que foi isolado pela polícia. Os agentes estão retirando moradores e pedestres da área. Um porta-voz do grupo Los Nogales informou que “todos os idosos estão sendo evacuados para o hotel Ganivet, que fica do outro lado da rua”.

Os idosos da casa de repouso não dormirão nela hoje e estão sendo transferidos para casas de repouso próximas pertencentes ao grupo Los Nogales: a Imperial, na rua de Santa María la Real de Nieva, e a casa de repouso Pontones, na rua Cobos de Segovia.

“Estávamos a 400 metros de distância e ouvi a explosão. Todos os moradores foram evacuados, pelo que sabemos não há feridos”, afirma Juan Miguel Estepa, que trabalha na casa de repouso Los Nogales. Uma mulher que acabava de descer do ônibus quando ouviu a explosão, a apenas 50 ou 100 metros de distância, explicou que viu “um corpo caído no chão”, embora não soube dizer se era um ferido ou um morto. Pouco depois, essa professora começou suas aulas online e chegou em casa, na praça de Cascorro, tremendo por causa do susto.

Paula Moran, de 16 anos, também estava em casa, na rua Concejal Benito Martín Lozano, quando ouviu o forte estrondo. “Achei que fosse um rojão, mas todo mundo olhou para fora e todos nós da minha família descemos até a rua”, diz na Porta de Toledo.

“Moro exatamente em frente ao prédio que explodiu. Estava preparando o almoço na cozinha da minha casa quando houve um tremendo estrondo. Ao ouvir o barulho, olhei para a sala pela janela do balcão e vi como a varanda da sala estava arrebentando para dentro”, conta ainda em estado de choque Rodrigo Verano, de 37 anos, ileso milagrosamente. “Estou bem”, diz ele, ainda muito espantado com a sorte que teve. Os restos da varanda, “entulho, vidro e alvenaria”, caíram sobre uma mesa, na qual havia trabalhado até pouco antes. Depois da explosão, “todo o edifício estremeceu durante 15 segundos” e ele olhou para a rua. “Na poeira, vi o edifício em chamas”. Verano e outros moradores de seu prédio saíram para ver o que havia acontecido, mas a polícia pediu que voltassem para suas casas, onde estão aguardando.

Com informações de Luis de Vega e Victoria Torres.

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