_
_
_
_
_

Administração Trump designa Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo

A inclusão do país na lista, que complica a agenda diplomática do próximo Governo Biden, levará à imposição de “sanções a pessoas e países” que comercializem com a ilha

Mike Pompeo, em março numa entrevista coletiva no Departamento de Estado, em Washington DC.
Mike Pompeo, em março numa entrevista coletiva no Departamento de Estado, em Washington DC.NICHOLAS KAMM (AFP)
Mais informações
Matt Dillon retratado en exclusiva para ICON a su paso por el Festival de Cine de San Sebastián.
A viagem a Cuba que mudou Matt Dillon para sempre: “Você não pode sair por aí dando lições de história para as pessoas”
05 December 2020, Finland, Helsinki: Cubans hold a banner during a protest against the Cuban government's human rights violations in front of the Cuban Embassy. Photo: Vesa Moilanen/Lehtikuva/dpa
05/12/2020 ONLY FOR USE IN SPAIN
Dezenas de acadêmicos exigem um diálogo nacional em Cuba e o fim da perseguição às vozes dissidentes
(FILES) In this file photo taken on September 15, 2020 View of a sign reading "CUC are not accepted" at a grocery store in Havana. - Cuba will unify its two currencies, the Cuban peso and convertible peso, as of January 1, ending a unique system that has existed for nearly three decades, President Miguel Diaz-Canel said on December 10, 2020. (Photo by YAMIL LAGE / AFP)
Cuba unifica sua moeda e aprofunda reformas econômicas do país

Os Estados Unidos designaram Cuba como “Estado patrocinador do terrorismo”, conforme anunciou o Departamento de Estado em comunicado na segunda-feira. A decisão se deve, segundo o secretário de Estado Mike Pompeo, ao fato de que Havana “repetidamente apóia atos de terrorismo internacional garantindo um porto seguro para terroristas”.

“Com esta ação, voltaremos a responsabilizar o Governo de Cuba e enviaremos uma mensagem clara: o regime de Castro deve acabar com seu apoio ao terrorismo internacional e à subversão da justiça dos Estados Unidos”, acrescentou Pompeo.

A decisão, diz o comunicado, levará à imposição de “sanções a pessoas e países que realizem certas atividades comerciais com Cuba”. O retorno do país à lista de Estados patrocinadores do terrorismo, da qual saiu em 2015 e que inclui países como Síria, Irã e Coreia do Norte, representa a reversão dos esforços do governo do democrata Barack Obama para reconstruir o laços com a ilha, um inimigo histórico da Guerra Fria. E complica o campo de manobra para uma possível aproximação da diplomacia do Governo Joe Biden, que foi vice-presidente de Obama e que assumirá no próximo dia 20.

Esta é a última de uma série de medidas adotadas pelo Departamento de Estado na reta final do mandato do presidente Trump com o objetivo de proteger algumas de suas políticas antes da troca no comando da Casa Branca.

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
_
_