Pandemia de coronavírus

Mais de 36 milhões de pessoas pedem seguro-desemprego nos EUA em oito semanas de crise

Foram 2,9 milhões de solicitações na semana passada, mas houve redução em comparação com a semana anterior

Mulher passa diante de vitrine de uma loja fechada, na quarta-feira, em Niles (Illinois).
Mulher passa diante de vitrine de uma loja fechada, na quarta-feira, em Niles (Illinois).Nam Y. Huh / AP

Um total de 36,5 milhões de pessoas requereu o seguro-desemprego nos Estados Unidos durante as oito semanas de hibernação econômica causadas pela pandemia de coronavírus. A terrível destruição de empregos provocada por esta crise mundial teve seu ritmo reduzido, mas mantém o saldo total em um nível que acabou com a paradoxal alegria de Wall Street. Na semana passada, houve 2,9 milhões de pedidos do benefício, de acordo com os dados publicados nesta quinta-feira, um número menor que o da semana anterior, e bem distante dos quase sete milhões da última semana de março.

É necessário voltar à Grande Depressão para encontrar um panorama comparável. O grande temor das autoridades é que se repita um trauma desse calibre, quando a taxa de desemprego alcançou 23%, um nível insuportável em um país com frágil proteção social em comparação com a Europa. Além disso, desta vez se soma o drama humano: mais de 84.000 pessoas morreram nos Estados Unidos em decorrência do vírus e mais de 1,3 milhão foi infectada.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse nesta quarta-feira em uma conferência virtual em Washington que a pandemia causou “um nível de dor difícil de expressar em palavras”. Praticamente todos os ganhos do mercado de trabalho na última década se evaporaram em apenas dois meses, um golpe no momento em que a economia dos EUA vivia o ciclo de crescimento mais longo de sua história. Em fevereiro, a taxa de desemprego ficou em 3,5%, a menor em 50 anos, e em abril pulou para 14,7%.

Diante de uma saída da crise que ninguém acredita ser tão rápida como a queda, os quase 3 trilhões de dólares (cerca de 18 trilhões de reais) da ajuda aprovada pelo Congresso dos EUA para famílias e empresas estão ficando pequenos. O presidente do Fed, que também implementou uma série de estímulos sem precedentes, alertou que será necessário mais apoio fiscal. Os democratas estão fazendo avançar na Câmara dos Representantes (deputados), onde têm maioria, um novo projeto de lei de valor semelhante, que provavelmente será votado nesta sexta-feira, mas ainda não têm o apoio dos republicanos, que controlam o Senado

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