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“Bolsonaro tem colhões para segurar gasto público”, diz Guedes, que cobra EUA

Coube ao 'czar' da Economia apresentar programa de reformas, matizar retórica anti-China e cobrar "tratamento diferente" de Washington em relação ao Brasil

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Paulo Guedes discursa na Câmera de Comércio em Washinton.
Paulo Guedes discursa na Câmera de Comércio em Washinton. MANDEL NGAN (AFP)
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda em Washington que Jair Bolsonaro "tem colhões" para segurar o gasto público em descontrole no país e acenou com a aprovação ainda incerta reforma da Previdência. No discurso, o czar econômico do Governo, com o presidente brasileiro e empresários na plateia da Câmara do Comércio dos EUA, apresentou seu programa liberal com privatizações que vão de aeroportos ao pré-sal. Também foi o responsável pelo tom mais crítico com os EUA na viagem da comitiva bolsonarista até agora: ele pediu abertura econômica do mercado norte-americano e um tratamento diferenciado para o novo Governo no Brasil.

“Merecemos um tratamento diferente daquele que tínhamos antes”, defendeu Guedes. "O presidente ama a América, eu amo a América (...). O presidente ama os americanos, e eu também, claro, estudei aqui. Adoro Coca-Cola, a Disneylândia”, ilustrou Guedes, doutor pela ortodoxa Universidade de Chicago. O ministro da Economia fez questão também de matizar a retórica anti-China de integrantes do Governo como o chanceler Ernesto Araújo e disse que o Brasil negociará com Pequim assim como Washington faz "há décadas". "Por que não nós?”. Guedes fez questão de fazer ainda outra petição para a qual ainda não é o certo a anuência dos EUA: o apoio de Washington ao desejo brasileiro de entrar para a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O ministro foi elogiado por Bolsonaro pelo resultado da Bolsa de São Paulo, que nesta segunda chegou pela primeira vez à marca dos 100 mil pontos. O motivo do otimismo no mercado é a aposta na reforma da Previdência, ainda que haja muitas pontas soltas nas negociações. Uma delas é o envio da proposta de reforma da Previdência dos militares que deve ser oficial na quarta-feira. Bolsonaro confirmou que o plano será enviado, mas deixou a porta aberta para eventuais correções. “Pode ter certeza, essa proposta vai ser justa”, disse Bolsonaro em uma transmissão ao vivo pela página de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro. “Tenham certeza que haverá sensibilidade por parte do Ministério da Defesa para corrigir possíveis equívocos, que podem acontecer, somos seres humanos”, acrescentou.

Bolsonaro, que chegou aos EUA no domingo, será recebido pelo presidente Donald Trump nesta terça-feira, na Casa Branca. Esta é a primeira viagem com caráter bilateral do mandatário brasileiro, cuja estreia internacional foi a abertura do Fórum Econômico de Davos, em janeiro. A visita de Bolsonaro aos EUA motivou um protesto em Washington no domingo. De acordo com a Reuters, um grupo de cerca de 50 pessoas, na sua maioria norte-americanos, protestou com cartazes e faixas com a foto de Bolsonaro e a frase “Ele Não”. Bolsonaro está hospedado a poucos metros do local do protesto, mas ele ainda não havia chegado a Washington no momento da manifestação.

Com informações da Reuters e Agência Brasil

Manifestantes contrários à visita de Bolsonaro aos EUA protestam em frente à Casa Branca, no domingo.
Manifestantes contrários à visita de Bolsonaro aos EUA protestam em frente à Casa Branca, no domingo.ERIC BARADAT (AFP)

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