ESTADOS UNIDOS

Juiz bloqueia medida de Trump que proibia asilo de imigrantes irregulares

A ordem vale pelo menos até 19 de dezembro, segundo a imprensa local

Migrantes centro-americanos caminham nesta terça-feira em Mexicali (México) ao lado da cerca na fronteira com os EUA.
Migrantes centro-americanos caminham nesta terça-feira em Mexicali (México) ao lado da cerca na fronteira com os EUA.Juan Barak (EFE)

Um juiz federal dos Estados Unidos emitiu na segunda-feira uma ordem de bloqueio temporário da medida aprovada pelo presidente Donald Trump que proibia os imigrantes que cruzarem ilegalmente a fronteira com o México de solicitar asilo. A ordem, emitida por Jon Tiger, magistrado de San Francisco, vale pelo menos até 19 de dezembro, segundo a imprensa local.

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No dia 9, o presidente americano assinou uma ordem executiva proibindo, por pelo menos 90 dias, a opção de solicitar asilo na fronteira sul para quem entrasse nos EUA de forma irregular. Trump endurecia assim o sistema atual, que permite analisar cada caso independentemente de como o imigrante tenha entrado no país.

Durante a campanha para as eleições legislativas realizadas no dia 6, a retórica de Trump procurou demonizar milhares de centro-americanos em busca de asilo, na maioria hondurenhos, que seguem há um mês em caravana rumo aos EUA para escapar da pobreza e da violência em sua terra natal.

O decreto de Trump foi muito criticado por grupos de defesa dos direitos humanos, que consideram que essa norma viola as leis de imigração americanas, porque não dá a oportunidade de julgar e estudar a situação de cada pessoa que solicita asilo.

Uma parte da caravana de migrantes chegou nesta semana à cidade mexicana de Tijuana, na fronteira com os EUA, onde se deparou com a barreira fronteiriça levantada pelas autoridades americanas para evitar a imigração. A cidade mexicana recebeu até agora 2.000 dos 9.000 centro-americanos que se uniram à caravana. No domingo, 300 pessoas se concentraram perto do albergue onde estavam os centro-americanos para protestar contra a caravana. As autoridades locais tiveram de intervir com escudos antimotim.

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