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Furacão Florence perde força, mas mantém cinco estados em situação de emergência nos EUA

Moradores estão sendo orientados a deixar suas casas para evitar as consequências do ciclone, que chega ao país a partir da noite desta quinta-feira

Huracan Florence
O presidente Donald Trump fala sobre o furacão Florence na Casa Branca. AP

A velocidade dos ventos caiu de 195 km/h para 175km/h - na escala Saffir-Simpson. Ainda assim, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), cinco estados - Geórgia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Virgínia e Maryland, além da capital do país, Washington DC - permanecem em situação de emergência antes da chegada do Furacão Florence, que deve acontecer entre a noite desta quinta-feira (13) e a manhã da sexta-feira (14) com "tempestades e chuva".

“Isso colocará em risco a vida humana em grandes porções das Carolinas e outros estados da costa leste", segundo a NHC. Os especialistas advertem que a tempestade tropical será “extremamente perigosa” quando açoitar a costa sudeste do país. O presidente Donald Trump, por sua vez, afirmou que a Administração federal está “totalmente preparada” para reagir.

“Esta tempestade vai impactar [os EUA] de maneira direta”, alertou na terça-feira Jeff Byard, da Agência Federal para a Gestão de Emergências (FEMA), referindo-se à previsão de danos maciços, inundações e interrupções de energia. Byard insistiu aos moradores que deixem suas casas para evitar as consequências da “tormenta mais forte em décadas” nesta região do país. Trump, na mesma linha, usou o Twitter para se dirigir logo cedo aos possíveis afetados: “Estejam preparados, tomem cuidado e fiquem a salvo!”, escreveu.

Byard e a secretária de Segurança Doméstica, Kirstjen Nielsen, estiveram nesta terça na Casa Branca para informar o mandatário sobre a aproximação do furacão. Depois da reunião, o republicano afirmou que a tempestade será “tremendamente grande e tremendamente molhada, uma tremenda quantidade de água”. “A segurança dos norte-americanos é minha máxima prioridade. Não poupamos gastos”, acrescentou o presidente, que autorizou a decretação do estado de emergência em cinco Estados, o que permite liberar recursos federais. Trump aproveitou para destacar a reação do seu Governo ao furacão María, que atingiu Porto Rico —um território norte-americano— há pouco menos de um ano. Qualificou a atuação das autoridades como “um incrível sucesso não reconhecido”, embora as cifras de mortos revistas pelas autoridades da ilha cheguem a quase 3.000.

“O tamanho do Florence é assombroso”, advertiu o diretor do NHC, Ken Graham, acrescentando que “poderia facilmente cobrir de nuvens vários Estados. Isto não é só um evento costeiro”, observou. Byard anteviu “uma recuperação de longo prazo”. “Não será uma tempestade da qual nos recuperemos em poucos dias”, alertou.

A ameaça de inundações no interior se estenderá até na próxima semana em algumas zonas do Tennessee, Geórgia, Virgínia Ocidental, Ohio, Pensilvânia, além dos Estados já mencionados. Trump disse que esteve em contato com os respectivos governadores e que “o Governo federal está preparado para auxiliar”. “O furacão Florence tem potencial para causar inundações catastróficas, especialmente nas zonas costeiras”, lamentou Ralph Northam, governador da Virgínia, nesta terça-feira. A costa da Carolina do Norte já apresenta fortes marés, correntes e ondas. “Todos devem ficar atentos ao Florence e se preparar para seu impacto mais à frente nesta semana”, advertiu Roy Cooper, o governador do Estado, nesta segunda. “Não queremos arriscar uma só vida na Carolina do Sul”, disse seu homólogo da Carolina do Sul, Henry McMaster.

Além do Florence, existe Helene um furacão ativo no Atlântico, que também perdeu intensidade e passou para a categoria 1, na quarta-feira (12) - quando seus ventos máximos sustentados chegaram a 150 quilômetros por hora - na escala Saffir-Simpson, de no máximo 5. Helene foi localizado esta tarde a 1.405 quilômetros a oeste-noroeste das ilhas de Cabo Verde, na costa noroeste de África, e a 2.170 km a sul-sudoeste dos Açores. Especialistas prevêem que Helene sofrerá um "enfraquecimento gradual" nas próximas 48 horas e "se degradará em uma tempestade tropical na quinta-feira".

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