O suicídio de Oksana Shachko, dez anos após a criação do Femen

O corpo da ativista, de 31 anos, foi encontrado dentro do apartamento em que ela morava em Paris

Agências
Oksana Shachko, ativista do Femen, durante um protesto em Paris em 2012
Oksana Shachko, ativista do Femen, durante um protesto em Paris em 2012KENZO TRIBOUILLARD / AFP

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A ativista ucraniana Oksana Shachko, uma das fundadoras do grupo feminista Femen, suicidou-se em Paris. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 24, à imprensa ucraniana por outra das criadoras do movimento, Anna Gutsol. Os amigos parisienses do Shachki, segundo relato de Gutsol, passaram três dias tentando contato com ela antes de encontrarem o corpo. Ela havia sido vista pela última vez em uma festa e, na noite de segunda, esses amigos resolveram ir até o apartamento dela, onde arrombaram a porta e acharam o corpo da ativista, de 31 anos.

“Disseram que havia um bilhete. À noite a polícia levou o corpo de Oksana. Segundo a versão preliminar, trata-se de um suicídio", disse Gutsol ao canal da TV 112 Ukraina. O popular jornal russo Moskovski Komsomolets informa que a ativista já tinha tentado suicídio em pelo menos duas outras ocasiões nos últimos dois anos.

Shachko nasceu em 1987 na cidade do Khmelnitski, no oeste da Ucrânia e, em 2008, criou o Femen com suas amigas Anna Gutsol e Aleksandra Shevchenko. Em 4 de março de 2012, dia em que a Rússia realizava eleições presidenciais, foi detida numa seção eleitoral de Moscou por protestar contra o então candidato Vladimir Putin. Pouco depois, foi deportada a Ucrânia, e em 2013 emigrou para a França, onde obteve o status de refugiada política.

O Femen é um movimento feminista de origem ucraniana, cujas ativistas mostram os seios durante protestos contra o que consideram atitudes machistas. Sua peculiar forma de atuação, com punho erguido, seminuas e levando coroas de flores, junto com sua oposição aos militantes antiaborto e à Igreja, são suas marcas identitárias.

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