Pedágio para circular por Manhattan

Dirigir pelo centro de Nova York vai custar caro. Governador propõe uma taxa cujo preço máximo é de 11,52 dólares por viagem

Manhattan vista do Empire State Building. / Foto de Patrick Theiner (Licença CC-BY-SA 3.0).
Manhattan vista do Empire State Building. / Foto de Patrick Theiner (Licença CC-BY-SA 3.0).

Circular de carro por Manhattan terá um preço e será alto. O governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, já definiu um plano de pedágio para o acesso a uma parte da ilha que abrange desde o distrito financeiro até o sul do Central Park. O valor da taxa variará conforme a carga do veículo e o congestionamento no momento em que se estiver transitando pelo centro da grande cidade. A arrecadação será destinada a modernizar a rede de metrô.

O preço máximo contemplado nessa proposta é de 11,52 dólares por viagem (cerca de 38 reais), muito próximo do que se paga nos túneis que cruzam o Hudson e o East River. Os caminhões de entregas pagarão o dobro. O objetivo é obter receita de até 1,5 bilhão de dólares por ano (cerca de 5 bilhões de reais). Cuomo diz que as novas tecnologias permitem encarar finalmente o problema do congestionamento, como fazem outras grandes cidades, caso de Londres e Milão.

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Os motoristas terão que levar um dispositivo EZPass em seus carros que se comunique com os pedágios. No caso de não possuir o apetrecho, o sistema contará com câmeras para fotografar as placas e o valor será enviado ao domicílio do proprietário do veículo. O plano é que o pedágio comece a operar a pleno vapor em um prazo de dois anos. Mas a proposta, batizada de Fix NYC, tem de ser aprovada antes pelo Legislativo.

O sistema será posto em operação em três fases. A zona delimitada chegará até a rua 60 e o pedágio será aplicado em princípio entre as seis da manhã e as oito da noite dos dias úteis. Poderia ser estendido até a rua 96 para os táxis amarelos e os serviços alternativos como Uber ou as limusines. O pedágio para esses serviços ainda terá de ser definido, mas será de até cinco dólares cada vez que se entrar na zona de congestionamento.

A proposta exclui as pontes do East River, bem como a rodovia que margeia a ilha, a menos que os carros decidam entrar na zona pedagiada. O gabinete do governador também terá de determinar se concederá algum tipo de desconto com base na renda dos motoristas que chegam a Manhattan de outros bairros para trabalhar. Cuomo insiste em que este é o momento adequado para tomar a decisão por causa da necessidade de recursos para reparar a infraestrutura da cidade.

A aplicação de um pedágio em Manhattan provoca um intenso debate há mais de uma década. O Legislativo do Estado já lançou um plano para combater o congestionamento, proposto pelo prefeito Michael Bloomberg em 2008, que se concentrava em impor pedágio nas pontes que cruzam o East River. Seu sucessor, Bill de Blasio, vê a medida como “um passo em boa direção”, mas prefere aplicar uma taxa sobre as grandes fortunas para custear a melhoria do metrô.

Recentemente foi publicado um estudo que estimava o custo econômico pelo congestionamento do tráfego em 100 bilhões de dólares (cerca de 330 bilhões de reais) durante os próximos cinco anos para a área metropolitana de Nova York. Essa cifra inclui as horas de trabalho perdidas nos congestionamentos, o custo adicional em combustível e outros gastos operacionais. Também afirmava que o congestionamento aumentou 56% durante a última década nos distritos do centro de Manhattan.

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