Penitenciárias

No aniversário da crise dos presídios, nove mortos em rebelião em Goiás

Confronto entre grupos rivais deixou ainda 14 feridos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

Detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
Detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.Claudio Reis (EFE)

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Pelo menos nove pessoas morreram e 14 ficaram feridas durante um motim em uma prisão na região metropolitana de Goiânia, informaram fontes oficiais. A rebelião ocorre exatamente um ano após o início de uma série de revoltas em presídios no país — a primeira delas, em Manaus, levou à morte de mais de 50 pessoas.

Nesta segunda-feira, um grupo de prisioneiros em regime semi-aberto invadiu um pavilhão do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia onde estavam os presos de um grupo rival e incendiaram algumas instalações, de acordo com a Superintendência Executiva da Administração Penitenciária (SEAP).

Os presos atearam fogo em algumas instalações, por isso foi necessária a presença de bombeiros para apagar o incêndio. Um total de 34 presos conseguiu fugir durante o motim que, de acordo com as primeiras informações, já foi controlado pelas autoridades penitenciárias.

Parentes dos presos se juntaram na porta da prisão para tentar obter informações sobre o ocorrido e alguns deles chegaram a ser avisados sobre o massacre pelos próprios detentos através de aplicações de mensagens instantâneas, de acordo com a imprensa local.

O Brasil viveu em janeiro do ano passado um dos episódios mais trágicos de sua história carcerária com mortes nas prisões nos estados do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, que causaram mais de 130 mortes.

O pior massacre ocorreu há exatamente um ano, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) na cidade amazônica de Manaus, onde 56 presos morreram em um confronto entre facções rivais, o que mostrou a grande influência delas dentro das prisões e deixou evidente a insegurança, a superlotação e as más condições do sistema penitenciário brasileiro.

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