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Estudante mata dois colegas a tiros e fere quatro em escola particular de Goiânia

Adolescente que sofria bullying usou arma do pai, um policial militar, para cometer atentado

tiroteio Colégio Goyases em Goiânia
Pais de alunos diante do Colégio Goyases, ao fundo, policiais militares. EFE
Goiânia / São Paulo

Um adolescente de 14 anos matou dois colegas de sala e deixou outros quatro feridos no início da tarde desta sexta-feira no Colégio Goyases, na região leste de Goiânia. De acordo com as primeiras informações da Polícia Militar de Goiás, o garoto do 8º ano entrou na sala de aula por volta de 12h, durante o intervalo, e atirou contra os estudantes da escola particular, aparentemente sem um alvo específico.

Os adolescentes feridos no tiroteio são três garotos e uma menina - ela recebeu três disparos e está em estado grave, os demais colegas estão conscientes.  Já os dois mortos seriam dois garotos. Os nomes e as idades das vítimas ainda não foram confirmados pelas autoridades. Segundo o Corpo de Bombeiros, os feridos foram encaminhados para dois hospitais da cidade.

A PM também confirmou que a arma utilizada no atentado – uma pistola .40 – pertence a um major da corporação, pai do adolescente. O coronel Marcelo Granja, porta-voz da Polícia Militar, afirmou que o pai do atirador deve prestar depoimento à corregedoria para explicar como o filho teve acesso à arma.

Estudantes choram após ataque na escola em Goiânia.
Estudantes choram após ataque na escola em Goiânia. AFP

O suspeito pelos disparos foi apreendido logo após a chegada da polícia. Segundo relatos de colegas e professores no local do atentado, ele sofria bullying constante de outros estudantes e tinha poucos amigos no colégio, que fica no Conjunto Riviera, bairro de classe média da capital goiana, e atende alunos do ensino infantil e fundamental. De acordo com testemunhas e com delegado do caso, Luis Gonzaga Júnior, o atirador esvaziou um cartucho de munição que levava na pistola e estava prestes a usar um novo conjunto de balas, mas foi convencido por uma funcionária do colégio a não abrir fogo novamente. Depois, o adolescente foi levado à biblioteca da escola, onde foi abordado pelos policiais.

A polícia informou ainda que o adolescente que atirou contra os colegas foi conduzido ao Instituto Médico Legal para exames de corpo de delito e, em seguida, irá para a Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai). Uma investigação será aberta com o objetivo de apurar o que teria motivado o adolescente a abrir fogo contra os colegas. O delegado Gonzaga Júnior afirmou que o garoto disse, na delegacia, que um dos colegas o importunava muito.

Goiânia
Estudante do Colégio Goyases abraça a mãe após colega atirar em alunos em Goiânia. AFP

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