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Trânsito de São Paulo está na lista dos cinco maiores congestionamentos da história

Engarrafamentos em época de feriados não são nada perto de outros com mais de cem quilômetros e vários dias de duração

Ponte Chaoyang, em Pequim.
Ponte Chaoyang, em Pequim.

Ao observar a situação das estradas na Semana Santa e no feriadão de 1º de Maio, muita gente  pode ter imaginado que se tratava dos piores congestionamento da história. Nada mais distante da realidade. Na verdade, eles poderiam ser classificados como uma transição mínima, em matéria de tempo, entre a origem e o destino, principalmente se comparados aos cinco engarrafamentos apresentados a seguir e que são considerados, por diferentes motivos, os maiores da história:

1. O mais antigo

Woodstock, Nova York, 1969 (EUA)

Dezenas de veículos em Woodstock.
Dezenas de veículos em Woodstock.

Woodstock é um dos festivais de música mais famosos da história, mas foi, também, o local que recebeu um dos congestionamentos menos esperados. A expectativa inicial da organização era de um comparecimento de 60.000 espectadores, mas, ao final, mais de meio milhão de pessoas tentaram se aproximar do evento. Pelo menos metade desse público não conseguiu chegar, já que essa afluência de carros e gente gerou um colapso total das estradas que davam acesso ao local durante mais de uma semana. Isso fez com que os fãs mais aguerridos abandonassem seus carros e seguissem a pé para o festival.

2. O mais extenso em linha reta

Lyon-Paris, 1980 (França)

Ao todo, foram 176 quilômetros de carros parados, o maior engarrafamento, em termos de distância, de todos os tempos. Isso aconteceu durante a semana de férias de fevereiro de 1980, quando tradicionalmente as escolas francesas fecham e as famílias costumam viajar para esquiar. Neste episódio, uma uma mudança brusca de tempo obrigou milhares de parisienses a abandonar subitamente as localidades dos Alpes onde estavam, o que contribuiu para esse inesperado e histórico congestionamento.

3. O mais bem-vindo

Berlim, 1990 (Alemanha)

A queda do Muro de Berlim levou ao reencontro de milhares de famílias dos dois lados da Alemanha dividida. O fato, embora bem-vindo, contribuiu para gerar um engarrafamento jamais visto, provocado pela movimentação, de um lado para outro, de 18 milhões de pessoas. O verdadeiro problema, porém, foram os controles de fronteira, que continuavam em vigor apesar de a liberdade de ir e vir já ter sido restabelecida. Eles não contribuíram em nada para fazer o tráfego imenso fluir melhor.

4. O recorde de engarrafamento permanente

São Paulo, 2014 (Brasil)

São Paulo vive congestionamento permanente.
São Paulo vive congestionamento permanente.

Segundo afirmou a revista Time em uma reportagem, a cidade de São Paulo sofre todos os dias os piores congestionamentos do mundo. Os paulistanos devem estar acostumados com o fato de que, quando saem de carro, seus trajetos durem sempre mais do que o esperado. No dia 23 de maio de 2014, todas as marcas foram superadas. Segundo os boletins da Companhia de Engenharia de Tráfego, a agência municipal responsável pela gestão do tráfego da cidade, registrou-se, ali, um recorde histórico de 344 quilômetros de vias congestionadas simultaneamente em toda a cidade.

5. O rei dos congestionamentos

China, 2010

Parece normal que em um país com mais de 1,3 bilhão de habitantes ocorram congestionamentos a toda hora, mas, neste caso, trata-se de um engarrafamento que teve 11 dias de duração. Ele se estendeu por “apenas” 100 quilômetros, na Rodovia G110 Pequim-Tibete, mas várias circunstâncias agravaram a situação: havia obras na estrada, era um momento de operação retorno para os pequineses e, além disso, a G110 é uma das vias com maior quantidade de transporte de carga do país. Em consequência, o acúmulo de automóveis foi tão grande que, aparentemente, muitos veículos só conseguiam percorrer pouco mais de um quilômetro por dia. Os moradores das áreas próximas da estrada chegaram a montar uma espécie de feira, vendendo bebidas e comida para os atingidos, a preços nada solidários em relação à situação que estes viviam.