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Um sobrevivente do Chapecoense: “Achei que era um pesadelo, que estava sonhando”

Erwin Tumiri, membro da tripulação do voo que levava a Chapecoense, lembra a tragédia

Erwin Tumiri é um dos seis sobreviventes do acidente de avião do Chapecoense. Trabalhava como técnico da companhia boliviana Lamia e por isso estava a bordo do avião que devia levar a delegação da Chapecoense de Santa Cruz (Bolívia) a Medellín (Colômbia) no último dia 30. Mas o avião – aparentemente por falta de combustível, segundo as primeiras investigações – acabou batendo no monte Gordo, a poucos quilômetros do aeroporto de destino. O acidente matou 71 pessoas, e outras seis foram hospitalizadas com graus diferentes de gravidade. Tumiri, um dos mais afortunados, já teve alta e voltou nesta segunda-feira ao seu país. Ao chegar a Cochabamba, no centro da Bolívia, contou o “pesadelo” que viveu depois do desastre. Em seu relato descreve como ajudou uma colega, a comissária Ximena Suárez, a tirar o cinto de segurança e liberar um pé que tinha ficado preso entre os restos do avião. Eles foram os únicos membros da tripulação que sobreviveram, junto com três jogadores da Chapecoense e um jornalista brasileiro. Os dois tripulantes esperaram juntos enquanto viam luzes ziguezagueantes se aproximarem pela montanha. O que se seguiu foi registrado em outro vídeo: o do emocionante resgate de Tumiri enquanto gritava os nomes de outros colegas que não tiveram a mesma sorte.

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