Atentado Nova York

Polícia e FBI investigam viagens de Rahami ao Afeganistão e ao Paquistão

Vídeo da CBS mostra imagens do detido portando um pacote suspeito na área do ataque

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O FBI e a polícia nova-iorquina tentam entender o que levou Ahmad Khan Rahami, o homem preso pelo atentado a bomba de Nova York e o abandono de vários artefatos em Nova Jersey, a planejar a sua sequência de ataques. Os agentes procuram detectar o motivo ou razão, se ele atuou sozinho ou em cumplicidade com outras pessoas, se se radicalizou solitariamente ou foi levado a realizar os ataques pelo Estado Islâmico ou algum outro grupo terrorista, bem como que que teria feito durante as viagens que, segundo vários meios de comunicação, realizou recentemente ao Paquistão e ao Afeganistão. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, classificou o ataque que deixou 29 pessoas feridas no bairro de Chelsea como um “ato de terror”.

Ahmad Khan Rahami, de 28 anos, nascido no Afeganistão, foi preso depois de uma troca de tiros em Linden, no condado de Unión (Nova Jersey), onde os agentes chegaram a partir de um chamado feito pelo dono do bar Merdie’s Tavern, em cuja porta estava dormindo aquele que era, naquele momento, o homem mais procurado dos Estados Unidos.

O preso, que acabou sendo ferido durante o confronto, é acusado até agora pela promotoria do condado de cinco tentativas de homicídio em primeiro grau e outros dois por posse de armas. Até o momento, o FBI não formalizou nenhuma acusação em nível federal. O suspeito aparece em um vídeo registrado no bairro de Chelsea, cenário da explosão do sábado, antes e depois do evento. Há também provas físicas que vinculam Rahami, que os amigos chamam de Mad, com o artefato, uma panela de pressão cheia de estilhaços metálicos, bem como uma mochila com vários artefatos que explodiu em uma lixeira no Seaside Park de Nova Jersey.

A rede de televisão CNN informou que Rahami, que morava em cima de um restaurante chamado First American Fried Chiken, na localidade de Elizabeth, Nova Jersey, viajou em várias oportunidades ao Afeganistão e ao Paquistão e que permaneceu neste último país durante um ano, até março de 2014, na casa de familiares.

Segundo o The New York Times, não foram encontradas até o momento provas de que o homem detido tenha recebido algum treinamento militar ou de que tenha sido orientado pelo Estado Islâmico ou algum outro grupo terrorista. A investigação, porém, avança nessa direção. Alguns amigos dizem ter notado que, depois de sua viagem ao Afeganistão, Rahami se tornara mais rigoroso no cumprimento de preceitos e rituais religiosos.

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