Seleccione Edição
Login

Explosão no bairro de Chelsea, em Nova York, deixa 29 feridos

Prefeito Bill de Blasio garante não haver uma ameaça específica contra a cidade, embora acredite ter sido uma ação intencional

Bombeiros de Nova York esta noite no bairro de Chelsea, onde se produziu uma explosão.
Bombeiros de Nova York esta noite no bairro de Chelsea, onde se produziu uma explosão. REUTERS

Uma forte explosão na noite de sábado no bairro de Chelsea, em Nova York, deixou pelo menos 29 feridos, segundo a última cifra divulgada pela corporação dos bombeiros da cidade. O fato ocorreu às 20h30, na rua 23, entre a Sexta e a Sétima Avenida, numa zona de Manhattan muito diversificada e movimentada aos sábados. O prefeito, Bill de Blasio, garantiu que “não há uma ameaça crível” contra a cidade e descartou no momento a possibilidade de que se tratasse de uma ação terrorista. Mas as autoridades estão convencidas de que foi um ato “intencional’.

As causas e a natureza da explosão não foram determinadas. A polícia não confirmou sequer que houvesse um artefato, embora algumas testemunhas citadas por órgãos da mídia local explicassem que o material estava em uma lata de lixo de aço, que ficou totalmente retorcida pela detonação. A região foi logo isolada e um importante contingente de forças de segurança se deslocou para o local. O serviço de metrô foi interrompido na área.

Está sendo investigado ao mesmo tempo um artefato que poderia ser um segundo dispositivo quatro ruas mais ao norte, na 27, que por volta da uma da madrugada continuava bloqueada. Maria, uma cidadã de Dubai em visita à cidade, aguardava diante do controle de segurança para pegar seu carro ali estacionado. “Eu estava em um café perto daqui, me avisaram da explosão. Quando saí para ir embora não pude passar para pegar meu veículo. Dá medo pensar nisso. Dizem que pode haver uma bomba ali”, disse. Pouco depois, fontes policiais citadas pela CNN afirmaram que havia sido achado um artefato em uma panela de pressão conectado a um telefone celular.

Os moradores da região receberam mensagens de alerta para que se afastassem das janelas por causa do pacote suspeito. Um dos residentes relatou como a explosão na rua 23 fez tremer todo o edifício, os livros caíram das estantes e os feridos corriam gritando.

Incidente ocorre no fim de semana que antecede a cúpula sobre os refugiados e a Assembleia Geral da ONU

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, qualificou o incidente de Chelsea de “muito sério”, embora tenha garantido “não haver evidências” que apontem para um ato terrorista. Tentava assim tranquilizar os moradores. “Continuamos investigando”, comentou em uma coletiva de imprensa, mostrando-se, porém, muito prudente e escolhendo muito bem as palavras. “Sempre estamos em pleno alerta”, disse. O incidente ocorreu no fim de semana que precede a cúpula sobre os refugiados e a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne mais de uma centena de mandatários.

As autoridades estão tentando determinar o que se passou, embora tratem o ocorrido como um crime. “Achamos que é um ato intencional”, disse o delegado-chefe da polícia de Nova York, Jimmy O’Neill. “Agora estamos tentando determinar a causa da explosão e o motivo.” O incidente ocorreu no mesmo dia em que O’Neill estreava no cargo. Seu predecessor, William Bratton, deixou formalmente o posto na sexta-feira para dedicar-se a assessorar executivos de grandes empresas em matéria de segurança.

As forças da ordem estão analisando vários vídeos. A explosão, segundo a agência Reuters, se deu na altura do número 135, lado oeste, da rua 23, diante de um prédio que abriga uma associação dedicada à assistência e ajuda a pessoas cegas. Foi ensurdecedor, segundo os pedestres. “Foi muito forte, meus tímpanos doíam, meu filho de 10 anos estava no banco de trás do carro e a explosão fez voar a janela da parte de trás”, disse à agência Tsi Tsi Mallett , que passava de automóvel pelo local.

O fato deixou as autoridades em alerta, sobretudo porque, pela manhã, no Estado vizinho de Nova Jersey, outro artefato explodiu justo antes do início de uma corrida solidária na localidade de Seaside Park, mas sem provocar vítimas. O prefeito nova-iorquino descartou a possibilidade de uma conexão entre ambos os incidentes, ao mesmo tempo em que reiterou que a cidade conta com o maior dispositivo antiterrorista do país. Também pediu aos moradores que estejam em alerta e prestem todas as informações que tiverem sobre o caso.

MAIS INFORMAÇÕES