Naufrágio

Marinha italiana resgata 500 migrantes e recupera 7 corpos após naufrágio

Balsa lotada vira diante da embarcação militar que a auxiliava

Um navio com migrantes a bordo afundou nesta quarta-feira durante uma operação de resgate na costa da Líbia.
Um navio com migrantes a bordo afundou nesta quarta-feira durante uma operação de resgate na costa da Líbia. (REUTERS)

Um navio com centenas de migrantes a bordo afundou nesta quarta-feira na costa da Líbia quando recebia socorro de uma embarcação militar italiana. Cerca de 500 pessoas foram resgatadas com vida, mas pelo menos sete morreram, e não se sabe o número de desaparecidos. Segundo as primeiras informações, os migrantes emitiram um sinal de socorro e, quando o navio Bettica já se encontrava ao seu lado para iniciar as tarefas de salvamento, a balsa virou “por causa da instabilidade provocada pelo grande número de pessoas a bordo”, segundo nota da Marinha italiana.

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Além do Bettica, participava da operação a fragata Bergamini, que enviou seu helicóptero de resgate à zona. O naufrágio ocorreu a 18 milhas (29 quilômetros) do litoral líbio, já em águas internacionais. A Guarda Costeira italiana, encarregada de coordenar as operações de resgate no Mediterrâneo, informou que salvou nas últimas horas 5.600 pessoas que tentavam chegar à costa italiana em 23 embarcações. Um dos navios que participaram das operações de socorro já atracou no porto de Palermo com 1.053 migrantes a bordo, incluindo 260 menores desacompanhados.

Na segunda-feira, cerca de 2.000 migrantes foram resgatados no Mediterrâneo e outros 14 foram dados como desaparecidos após o naufrágio de uma balsa na qual tentavam chegar à Itália. A Guarda Costeira do país europeu coordenou um total de 15 operações de salvamento, com a participação da Marinha nacional, da ONG Médicos Sem Fronteiras e da embarcação militar irlandesa Le Roisin.

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