Waldir Maranhão recua e revoga sua decisão de anular impeachment
Presidente interino da Câmara teme ser expulso do PP. Deputados tentariam derrubar medida Renan Calheiros ignora Câmara e mantém votação sobre afastamento de Dilma para quarta

O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) anulou a votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira. No Senado, contudo, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) chamou decisão de "brincadeira com a democracia" e decidiu dar continuidade ao rito do impeachment na Casa. Com isso, a votação para a abertura do processo no Senado continua prevista para a quarta-feira (11). No início da madrugada de terça, Maranhão recuou da própria decisão e revogou a medida.

Foto: Reprodução/G1

Na nota, divulgada no início da madrugada desta terça, Waldir Maranhão não explica os motivos que o fizeram revogar a medida proferida por ele horas antes. Mais cedo, em entrevista, ele disse que anulou o impeachment na Câmara para "corrigir vícios no processo".

Oficialmente, o deputado do PP ainda não se manifestou em público sobre a decisão de revogar a anulação do processo de impeachment de Dilma. Segundo a Folha, a decisão só tem validade após ser publicada.

O recuo do presidente interino da Câmara de sua própria decisão teria sido uma reação à ameaça do PP de expulsá-lo do partido. Se expulso, ele poderia perder o mandato de deputado.

Em mais uma reviravolta, no final da noite, Waldir Maranhão recuou da decisão e comunicou ao presidente do Senado que decidiu revogar sua decisão de anular a sessão da Câmara que aprovou o processo de impeachment de Dilma. As informações são da Folha de S.Paulo e da Época.


Com 60 oradores, serão ao menos 10 horas de discussão. A primeira parte entre 9h e 12h. Após uma pausa para almoço, a segunda parte retomará às 13h e seguirá até as 18h. Depois, a última parte retomará às 19h e seguirá até o final da votação.

Calheiros afirmou que nesta terça, a partir das 15h, os senadores que quiserem falar na votação do impeachment começam a se inscrever. A previsão é que sejam 60 oradores, dentre os 81 senadores.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, confirmou agora à imprensa que a votação do impeachment ocorrerá na quarta-feira, a partir de 9h

A sessão do Plenário que vai votar a cassação de Delcídio foi marcada para amanhã, às 17h.

Depois de todo o impasse, relatório que pede a cassação de Delcídio é aprovado em 15 minutos na reunião da CCJ. Agora, o Senado abrirá uma outra sessão para ser oficialmente notificado da decisão da comissão e dar prosseguimento à votação final do caso Delcidio no Plenário

CCJ faz agora uma reunião de última hora para votar o parecer de Delcídio e depois encaminhá-lo para a votação do Plenário amanhã.

Parecer da CCJ será votado nesta terça, no Plenário. O que resolve o impasse. Assim, votação do impeachment pode seguir o calendário e acontecer na quarta-feira.

Diante da resposta de Calheiros, a oposição decide propor que ocorra uma votação da CCJ nesta noite mesmo.

Um ‘figurante’ incendeia a crise política: a segunda-feira em imagens http://cort.as/fNy8

José Maranhão (PMDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, acaba de confirmar que os do processo de Delcídio está em segredo de Justiça e poderia haver uma comissão da CCJ amanhã. Renan diz que não haverá tempo hábil para ouvir Delcídio com esse calendário.

O senador tucano Aloysio Nunes, autor do pedido de vistas do processo de Delcidio, explicou que ele queria evitar que o processo fosse depois questionado pelos documentos que foram acrescentados de última hora.

A reunião dos líderes dos partidos, que começou por volta das 19h30, acontece na sala de reuniões da Mesa Diretora e é presidida pelo 2º vice-presidente, deputado Giocobo (PR-PR).

E na Câmara, líderes partidários se reúnem agora para decidir se convocam para esta terça-feira uma sessão extraordinária do plenário da Casa para tentar derrubar a decisão de Waldir Maranhão que pela manhã anulou a tramitação do impeachment na Casa.

Na frente do Senado, alguns manifestantes, vestidos de verde e amarelo protestam
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