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Pare de reclamar e vire o disco, paulistano. Agora é hora de ficar zen

Centenas de voluntários doaram seu tempo esta semana para promover a Virada Zen que quer resgatar a gentileza em São Paulo

Virada Zen.
Virada Zen.Divulgação

Tem jeito de entrar numa vibe mais gentil e otimista, apesar de tanta coisa puxando a gente pra baixo? Pois um grupo de paulistanos que se uniu para criar a Virada Zen, que acontece esta semana em São Paulo, garante que sim. Centenas de profissionais ligados a atividades transcendentais decidiram doar seu tempo para oferecer mais de mil eventos gratuitamente com o propósito de deixar os paulistanos mais felizes, ainda que por algumas horas: palestras, vivências e cursos aos paulistanos dispostos a cultivar algumas horas de paz no meio do caos da metrópole. Ioga no Minhocão, região central da cidade, meditação no Beco do Batman, na Vila Madalena, dança no parque Ibirapuera, massagens e toda e qualquer atividade que ‘induza’ os paulistanos a se desconectar do turbilhão.

Nesta quinta, tem meditação aberta ao meio-dia, no vão do Masp, um espaço virou símbolo das manifestações sociais de todas as cores.

Virada Zen

A virada zen começou na última segunda-feira, dia 25, e vai até o próximo domingo, dia 1 de maio. Todas as atividades são gratuitas. Confira aqui a programação e sua página no Facebook.

Sri Prem Baba, mestre espiritual que participa da Virada neste sábado, avalia que o paulistano deixou-se esvaziar de sentimentos generosos, como a gentileza e a compaixão. “Esquecemos desses valores e por conta disso é que nós estamos nesse turbilhão de destrutividade. Cabe a nós encontrarmos um saída, o resgate da gentileza, da capacidade de criar união”, afirma.

A ideia da Virada Zen surgiu há três anos, quando a publicitária Mariana Amaral percebeu que São Paulo havia se tornado uma panela de pressão prestes a explodir. “Naquela época li uma pesquisa que apontava que sete entre dez paulistanos queriam sair da cidade”, lembra Mariana, que é também uma das criadoras da Virada Sustentável. “Mas se a gente não fizer a diferença aqui mesmo as coisas ficam cada vez pior”, diz ela.

Mariana se surpreendeu com a ajuda espontânea que recebeu quando começou a falar da sua proposta. Em pouco tempo, eram dezenas de pessoas organizando a Virada, que estreou este ano. “Íamos começar com 600 atividades, e de repente eram mais de 1000”, celebra. Tem até uma marca famosa que ajudou nos custos... e preferiu ficar no anonimato para entrar no espírito da coisa.

O EL PAÍS perguntou a alguns dos voluntários da Virada o que é necessário para que os paulistanos deixem o estado agressivo que se estabeleceu na cidade com a crise política e econômica. As respostas desarmam pela simplicidade que esquecemos em algum lugar.

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