Atentado terrorista em Bruxelas

Polícia belga identifica dois terroristas que se suicidaram e busca fugitivo

Um terceiro homem-bomba ainda não foi identificado pelas autoridades da Bélgica

Imagem do terrorista fugitivo, ainda não identificado.Quality

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Três terroristas foram os responsáveis pelos ataques desta terça-feira no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas: dois suicidas (um deles ainda não identificado) e um terceiro que fugiu — provavelmente, o homem mais buscado da Europa hoje. Um quarto terrorista suicida se explodiu na estação de metrô de Maelbeek, a poucos passos das instituições europeias. A Promotoria belga confirmou nesta quarta-feira, em uma coletiva de imprensa, que o atentado na capital da Bélgica acabou com a vida de 31 pessoas e deixaram outras 270 feridas.

A Promotoria também destacou que o país continuará em alerta máxima, com o aeroporto totalmente fechado ao menos até sexta-feira. Confirmou também que os dois suicidas identificados são irmãos El Bakraoui, ambos com nacionalidade belga e com antecedentes criminais por delitos não relacionados com o terrorismo. Jahid, de 27 anos, se explodiu no metrô; Brahim, de 30, no aeroporto. A polícia ainda não conhece a identidade do terceiro suicida e busca o quarto terrorista, que aparece com um chapéu na foto captada no aeroporto de Zaventem e divulgada pelas autoridades. A imprensa local o identificam como Najim Laachraoui, supostamente envolvido nos ataques de 13 de novembro em Paris. Os agentes identificaram o apartamento do qual saíram antes de realizar os ataques, e encontraram explosivos e um testamento de um deles.

Os três terroristas que atacaram o aeroporto; o do centro se chama Brahim El Bakraoui.
Os três terroristas que atacaram o aeroporto; o do centro se chama Brahim El Bakraoui.

Bruxelas amanheceu em luto nesta quarta-feira e tenta voltar à normalidade. Diferentemente do ocorrido após os atentados em Paris, os militares desapareceram das ruas, as escolas estão funcionando, o bonde circula e foi anunciado que o metrô começará a funcionar paulatinamente nas próximas horas. O país está sob alerta máximo, mas a orientação é no sentido de que não se repitam as imagens de uma cidade deserta e assustada do final do ano passado.

As investigações da televisão pública RTBF indicam que Jalid El Bakraoui supostamente alugou um apartamento em Charleroi que serviu de refúgio para os terroristas que atuaram na capital francesa no ano passado. Ele teria conseguido também o apartamento do número 60 da rua Dries, no bairro de Forest, cuja revista culminou na semana passada com a prisão de Salah Abdelslam, o homem mais procurado da Europa e um dos principais responsáveis pelos atentados de Paris, alvo de buscas da polícia havia quatro meses.

Até a semana passada, a polícia conhecia os irmãos El Bakraoui por sua ligação com ações criminosas, mas não relacionadas com operações terroristas. Eles haviam sido condenados a cinco e nove anos de prisão respectivamente por roubo de carros e por atirar contra a polícia em Bruxelas.

O Estado Islâmico reivindicou nesta terça-feira a autoria dos atentados e divulgou uma mensagem por meio da agência Amaq: “Os combatentes do Estado Islâmico efetuaram uma série de explosões nesta terça-feira com cinturões explosivos e armas. Os alvos foram um aeroporto e uma estação central de metrô da capital da Bélgica, um país que participa da coalização internacional contra o Estado Islâmico. Os combatentes deram tiros dentro do aeroporto de Zaventem antes de que vários deles detonassem seus cinturões explosivos. Um outro mártir detonou seu cinturão explosivo na estação de metrô de Maelbeek. Os ataques mataram ou feriram 230 pessoas”.

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