JOGOS OLÍMPICOS 2016 | NATAÇãO

Mireia Belmonte: “É preciso garantir que não há nenhum risco com o zika nas Olimpíadas”

Ganhadora de duas medalhas olímpicas avisa sobre a ameaça do zika vírus na Rio 2016 “Ainda falta muito, mas é uma questão a ser tratada”

(atlas)

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A nadadora espanhola Mireia Belmonte, duas vezes medalhista olímpica, falou nesta quarta-feira sobre a ameaça do zika vírus nas Olimpíadas Rio 2016, alertando que “é uma questão importante que deve ser abordada”, apesar de que “ainda está longe”. Ela disse que antes de ir precisamos “estar seguros de que não há risco de contágio”.

Além da polêmica sobre o zika vírus, Belmonte assegurou em um evento de publicidade realizado em Madri que após a lesão nos ombros que a obrigou a desistir do Mundial de Kazan, agora “estão quase perfeitos. Só tenho dor com algum movimento específico ou quando carrego muitas coisas”. Explica que não ir a Kazan foi “muito bem física e mentalmente, estou muito mais motivada e com vontade”. Graças a esse descanso, ela foi capaz de treinar “muito bem” e render em um nível alto. O objetivo no Rio vai ser ganhar “o maior número possível de medalhas”, incluindo de 10 km em águas abertas.

Em Luxemburgo, durante a última semana de janeiro, já competiu em bom nível “embora tivesse muita carga de treinamento”. Superou o mínimo para se classificar ao Rio, embora a marca válida seja a do campeonato da Espanha. “Quando tivermos a mínima poderemos nos concentrar ao máximo no Rio”, disse. Nos Jogos Olímpicos terá de lidar com os horários programados para a natação: “Não estamos acostumados a nadar finais às 10h da noite, mas teremos que ajustar os horários de treinamento e nos adaptar, não tem jeito”, disse Belmonte.

Mireia Belmonte, também falou sobre a possibilidade de carregar a bandeira, embora Alejandro Blanco, presidente do Comitê Olímpico Espanhol, tenha dito que o tenista Rafael Nadal seria a pessoa ideal. De qualquer modo, para Mireia “seria muito especial”, mas lembrou que “há muitos atletas que merecem e é o Comitê Olímpico que decide”.