Terrorismo em Paris

Serviços secretos franceses frustram outro atentado jihadista

Desde 2013 as forças de segurança frustraram uma dezena de tentativas. O Conselho de Ministros reforçou nesta quarta-feira a base jurídica do estado de emergência

Cazeneuve (à direita), na terça-feira, em Toulouse.
Cazeneuve (à direita), na terça-feira, em Toulouse.REMY GABALDA (AFP)

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O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, anunciou na terça-feira que os serviços secretos frustraram na semana passada uma tentativa de ataque jihadista na cidade de Orleans, ao sul de Paris. Dois franceses, de 20 e 24 anos, originários do Marrocos e do Togo, estão presos.

Essa é a décima tentativa de ataque frustrada desde 2013, segundo Cazeneuve, que insistiu sobre a eficácia do estado de emergência decretado após os atentados jihadistas de 13 de novembro em Paris, que custaram 130 vidas.

Os dois homens estavam em contato com outro jihadista francês na Síria, conforme explicou Cazeneuve em Toulouse. “O inquérito determinará se este era o patrocinador dos ataques que um deles reconheceu que planejavam contra militares, gendarmes e policiais franceses”, disse o ministro do Interior.

Estado de emergência

Precisamente nesta quarta-feira o Conselho de Ministros pretende aprovar uma emenda constitucional para reforçar a base jurídica do estado de emergência, em vigor, inicialmente, até o fim de fevereiro. O Governo está amparado a esse respeito pela sentença do Tribunal Constitucional, que na terça-feira aprovou as prisões domiciliares sem controle judicial sob o estado de emergência.

No entanto, renunciará a emendar a Constituição para retirar a nacionalidade dos indivíduos de origem estrangeira nascidos na França que forem condenados por terrorismo, uma medida anunciada pelo presidente François Hollande poucos dias depois dos atentados de Paris. A legislação atual prevê essa possibilidade apenas para os estrangeiros naturalizados franceses.

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