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As imagens do que acontece quando estudantes protestam em São Paulo

Veja aqui fotos e vídeos das manifestações que paralisaram a cidade nos últimos dias

Os estudantes secundaristas que ocupam 200 escolas estaduais, em protesto contra a reorganização escolar promovida pelo Governo de Geraldo Alckmin (PSDB) que fechará 92 escolas, foram os principais protagonistas desta semana na cidade de São Paulo. Contrariados com a medida e com a falta de disposição do Executivo em negociar, decidiram mudar de estratégia: passaram a bloquear, em grupos pequenos e utilizando cadeiras escolares, importantes cruzamentos de vias da capital. Na segunda-feira, dia 30 de novembro, os paulistanos ficaram bloqueados no cruzamento da avenida Brigadeiro Faria Lima com a avenida Rebouças.

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Os protestos continuaram em outras partes da cidade e seguindo sempre a mesma diretriz: enquanto uns sentam em frente aos carros para paralisar o trânsito, outros entoam gritos de ordem —"Isto aqui vai virar o Chile!", em referência a revolução dos pinguins no país em 2006, como ficou conhecido o amplo protestos de secundaristas — e exigem que a educação seja uma prioridade do Governo. Querem chamar atenção para a causa que defendem.

Em um primeiro momento, a Polícia Militar (PM) não agiu de forma violenta para dispersar os estudantes. Tudo mudou na noite de terça-feira, na avenida 9 de Julho, quando os policiais reprimiram fortemente os estudantes. A partir de então, a mesma estratégia passou a ser usada pela PM: primeiro os agentes que acompanham as manifestações —e depois o Batalhão de Choque acionado— tentam convencer os alunos a abrir uma ou duas vias para que os carros passem, como nesta quarta-feira no cruzamento da rua Teodoro Sampaio com a avenida Henrique Schaumann, onde os alunos da escola Fernão Dias estavam concentrados.

Os policiais insistem na estratégia. E de novo. Querem que os secundaristas desistam do protesto. Mas eles não cedem.

Após a breve negociação —que também pode incluir ameaças—, a PM aplica sua velha estratégia de dispersar manifestantes: bomba de efeito moral. Ainda que, neste caso, a maioria dos que ocupam as ruas sejam menores de idade.

Começa então a correria. Munidos de cassetetes, altos escudos, colete a prova de balas e, em alguns casos, munição de borracha, os agentes vão atrás dos estudantes. A maioria se dispersa, enquanto poucos permanecem na linha de frente.

Nesta quinta-feira, às 7h30 da manhã, um grupo de estudantes de três escolas estaduais se reuniram perto do minhocão, no cruzamento da avenida São João com a Marechal Deodoro. O protesto durou exatos três minutos. Não houve nem sequer uma tentativa de negociação. A PM já apareceu atirando bombas de gás.

Após a ação policial, muitos acabam detidos. Inclusive menores de idade, como este.

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E este.

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Até as cadeiras são apreendidas. Não sobra nada.

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A PM deteve mais de 30 pessoas durante a semana, mais de 20 apenas nesta quinta-feira, quando os protestos se espalharam pela cidade. Depois de detidos, os menores são liberados. Como no caso de João Paulo de Rocha Góis, aluno de 16 anos da escola Fernão Dias que acabou ferido durante a repressão na avenida Dr. Arnaldo, nesta quarta.

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Apesar das dificuldades, os alunos não desistem. Percorrem diversos pontos da cidade de metrô ou a pé, em grupos de entre 20 e 50 pessoas. Depois de horas e horas, finalmente voltam para suas escolas ocupadas.

Até que começa tudo de novo no dia seguinte.

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