O CLÁSSICO | BARCELONA

O fim dos castigos de Luis Suárez

Atacante retorna ao Bernabéu bem quando termina sua sanção com o Uruguai

Luis Suárez durante coletiva de imprensa. (atlas)

Na terça-feira, a seleção uruguaia venceu o Chile por 3 a 0 no estádio Centenário e subiu para o segundo lugar na tabela das eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo rumo à Rússia 2018. No entanto, essa não foi a única boa notícia para a Celeste: a partir de agora, o técnico Tabárez pode contar novamente com Luis Suárez, seu garoto-franquia. “Vivi os últimos jogos do Uruguai com grande ansiedade, porque não via a hora de acabar com isso”, conta o 9 do Barcelona; “agora posso dizer que estou livre”. A liberdade, para Suárez, não é nada mais que poder voltar a jogar com sua seleção. Terminou a sanção de nove partidas internacionais depois de sua mordida em Chiellini na Copa do Mundo do Brasil e agora o jogador pode voltar a usar a camiseta azul.

“Sofri ao seu lado naquele momento. Estamos todos aliviados porque terminou a sanção mais longa da história do futebol. Afastaram por dois anos de sua seleção um jogador no auge de sua carreira”, explica Diego Lugano, ex-companheiro de equipe e amigo do atacante do Barcelona. Não é a primeira vez que o uruguaio precisa lidar com a ansiedade. Quando chegou ao Barcelona no ano passado, teve que esperar até outubro para estrear oficialmente. Foi contra o Real Madrid e no Bernabéu. Uma lembrança agridoce para El Pistolero. No sábado, o Barça visita o Real e Suárez terá sua revanche.

“Tenho boas e más lembranças daquele jogo”, conta Suárez sobre sua primeira partida no Barça; “boas porque finalmente estreei e ruins pelo resultado”. O 9 fez sua apresentação oficial com uma derrota na casa do Real Madrid (3 a 1). Os números dizem que, embora não tenha marcado, fez um passe para o gol de Neymar. “Eu não contaria como um passe, foi uma mudança de frente. A virtude foi do Ney”, diz o atacante, que, também aproveita para elogiar o momento do 11 do Barcelona. “Atrás do Messi, Neymar pode ser o segundo melhor jogador do mundo. Está fazendo coisas incríveis e estamos orgulhosos”, diz o uruguaio.

Na ausência de Messi, de sua parceria com Neymar saíram 20 dos últimos 23 gols do Barcelona de Luis Enrique (distribuídos em 10 para cada um). “Sabíamos que estaríamos sem o Leo por algumas semanas e teríamos que ser fortes. Ficamos felizes de que a equipe tenha feito um bom trabalho, apesar de não contar com o melhor jogador do mundo”, explica Luis Suárez. Sem o 10, o Barcelona jogou nove jogos: ganhou sete, empatou um e perdeu outro. Mas, para sua sorte, Messi está se recuperando de sua recente lesão no joelho esquerdo e se prepara para jogar no Bernabéu. “É uma decisão do treinador e da equipe médica, mas as sensações que o Leo tem para o clássico são boas”, revela Suárez sobre o estado de seu companheiro e vizinho em Castelldefels.

Mais informações

Depois de se exercitar com os reservas, esta semana Messi voltou a treinar com seus companheiros. E se tudo correr bem, o 10 vai jogar pelo menos meia hora no Bernabéu. Neymar e Suárez recuperam seu melhor aliado. “São atacantes, são sul-americanos, e amam o futebol. Falam a mesma língua, tanto dentro quanto fora do campo. Por isso jogam dessa forma no campo e são amigos do lado de fora”, afirma Diego Lugano, ex-capitão da seleção uruguaia. “Esperamos que Neymar, Suárez e Messi sejam os finalistas da Bola de Ouro”, foi o desejo do pai do 11, em entrevista na Rádio Barcelona. “Nem imagino, nem penso na final da Bola de Ouro. Já estar entre os três melhores da Europa, com Cristiano e Leo, me surpreendeu. Antes assistia tudo pela TV e de repente eu estava lá”, confessa o uruguaio.

O trio de 122 gols aponta agora para o Bernabéu, o único cetro que falta conquistar. “Somos conscientes do que precisamos para vencer em um campo como este, mas não depende apenas dos três”, afirma Suárez. Cumprida sua sanção com o Uruguai, termina seu castigo e volta ao campo onde começou sua história com o Barça.