Seleccione Edição
Login

Ataque da aviação iraquiana mata vários líderes do Estado Islâmico

Segundo o Exército, o ‘califa’ Al Bagdadi estava no comboio bombardeado

Abu Bakr Al Baghdadi durante sermão em mesquita no Iraque em julho.
Abu Bakr Al Baghdadi durante sermão em mesquita no Iraque em julho. AP

Vários membros de destaque do Estado Islâmico (EI) morreram neste domingo num ataque aéreo enquanto estavam reunidos em Karabla, cidade no oeste do Iraque, na província de Anbar, um dos redutos do grupo jihadista. O esquivo líder Abu Bakr al Bagdadi não parece estar entre eles, segundo informaram habitantes da cidade e fontes hospitalares. O Governo do Iraque informou que sua força aérea tinha atingido a reunião e o comboio que levava Al Bagdadi a ela. Acrescentou que o líder do EI tinha sido removido, mas não se sabia sua condição.

O anúncio iraquiano é o mais recente relato não confirmado da morte de Al Badgadi, que sobreviveu a um ano de bombardeios feitos pela coalizão liderada pelos EUA e da guerra em múltiplas frentes no Iraque e na Síria desde que se proclamou califa de todos os muçulmanos depois que suas forças se espalharam pela maior parte do Norte do Iraque no ano passado.

O Exército dos EUA não quis comentar a informação iraquiana.

“A força aérea iraquiana bombardeou o comboio do terrorista Abu Bakr Al Baghdadi enquanto se dirigia a Karabla para participar de uma reunião como os comandantes do Daesh”, a sigla árabe do EI, informa o comunicado do Exército iraquiano. “O local do encontro também foi bombardeado, e muitos dos líderes do grupo morreram ou ficaram feridos. O destino do assassino Al Bagdadi é ignorado, e ele foi removido num veículo. Mas seu estado de saúde não está claro”, prossegue.

Seguidores do EI disseram no Twitter que mesmo que Bagdadi tenha morrido o autoproclamado califado sobreviverá.

Um combatente do EI contatado por telefone disse que não podia confirmar se Al Bagdadi estava no comboio atacado e reiterou que a luta do EI continuará “até se tiver sofrido o martírio”. “Perderíamos um líder, mas há milhares de Al Bagdadis.”

MAIS INFORMAÇÕES