Eleições estaduais

PSDB se reelege em São Paulo, e PT vence na terra de Aécio Neves

Treze dos 27 Estados já decidiram seus governadores neste primeiro turno. Tucanos ganham em três, e petistas, em dois. Em Pernambuco, eleitores escolhem o herdeiro de Eduardo Campos

Treze Estados decidiram já neste domingo o nome de seus governadores pelos próximos quatro anos. Entre eles, São Paulo, o principal da federação, que escolheu reeleger o atual governador Geraldo Alckmin, do PSDB, partido que já governa há 20 anos o Estado e obteve 57,31% dos votos válidos (12 milhões). Alckmin deixou para trás Paulo Skaf, do PMDB, que recebeu 4,6 milhões de votos (21,5% dos votos), e o petista Alexandre Padilha, a aposta do PT para tentar arrebatar o Governo – o ex-ministro da Saúde obteve 3,8 milhões de votos (18,22% do total), ficando em terceiro na disputa.

O PSDB de Aécio Neves levou ainda o Governo do Paraná, onde Beto Richa também foi reeleito com 55,67% dos votos (3,3 milhões). No Estado, o PT também tentava emplacar a ex-ministra Gleisi Hoffmann, a quem Dilma Rousseff apoiou com empenho, mas que também acabou em terceiro, com apenas 14,87%. Os dois Estados governados pelos tucanos somam juntos cerca de 40 milhões de brasileiros. O partido ainda pode emplacar seis candidatos, em Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraíba, Pará e no Acre, onde Márcio Bittar disputa com o petista Tião Viana, que quase venceu no primeiro turno, ao alcançar 49% dos votos.

Em Minas Gerais, berço político de Aécio Neves, governado pelo PSDB há 12 anos, o petista Fernando Pimentel se elegeu neste primeiro turno, com 52,98% dos votos. Deixou para trás Pimenta da Veiga, que pretendia obter o quarto mandato tucano consecutivo. Pimentel tem forte ligação com Dilma desde os tempos da militância estudantil. Foi ministro do Desenvolvimento da presidenta, até se licenciar para concorrer ao governo mineiro. Os mineiros, que representam o segundo colégio eleitoral mais importante do país, depois de São Paulo, ainda garantiram uma votação mais expressiva para a presidenta Dilma, nascida na capital mineira. A petista obteve neste domingo 43,4% dos votos no Estado, contra 39,7% de Aécio Neves.

Além de Pimentel, o PT conseguiu eleger outros dois governadores já no primeiro turno. Na Bahia, Rui Costa, que aparecia em segundo nas pesquisas anteriores ao pleito, alcançou 54% dos votos, ultrapassando Paulo Souto, do DEM. Costa foi secretario de Estado do petista Jaques Wagner, que governa o Estado desde 2007. O partido também ganhou direto no Piauí, com Wellington Dias, que obteve 63% dos votos válidos neste domingo. Os três Estados que serão governados pelo PT neste primeiro turno somam mais de 21 milhões de brasileiros.

Os petistas ainda têm mais quatro chances de emplacar governadores, no Mato Grosso do Sul, Ceará, Roraima, Rio Grande do Sul, onde Tarso Genro chegou em segundo, com 32,57% dos votos, apesar de a última pesquisa Datafolha considerá-lo favorito com sete pontos a mais que Ana Amélia Lemos (PP) –ela, por sua vez, ficou em terceiro na disputa, com 21,79% dos votos.  Em Pernambuco, terra de Eduardo Campos, o PSB teve uma vitória acachapante, ao eleger Paulo Câmara com 68,08% dos votos. Até a morte Campos, ele era desconhecido para dois terços dos pernambucanos. A comoção com a morte do filho ilustre acabou transferindo definindo o resultado.

O PMDB, partido da base governista, garantiu três Estados já no primeiro turno: Sergipe (Jackson Barreto), Espírito Santo (Paulo Hartung) e Tocantins (Marcelo Miranda, eleito pela terceira vez, com 51,30%, mesmo após ter sido cassado em 2009 por abuso de poder econômico e político). No segundo turno, a legenda tem o maior número de candidatos na disputa. São oito: Amazonas, Rondônia, Goiás, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Pará e Rio –onde Luiz Fernando Pezão vai disputar com o azarão Marcelo Crivella (PRB), que chegou ao segundo turno de surpresa.

No Maranhão, o PC do B conseguiu uma vitória expressiva, com 63,5% dos votos, ao derrotar com Flávio Dino o candidato apoiado pela família Sarney no Maranhão, Lobão Filho, que teve apenas 33,69% dos votos válidos. Foi o fim de 50 anos de governo pelo clã do ex-presidente no Estado. Em Santa Catarina, o PSD reelegeu Raimundo Colombo, com 51,3% dos votos. No Mato Grosso, Pedro Taques, do PDT, foi eleito com 57,25%. E em Alagoas, Renan Filho, do PMDB, foi eleito com 52,1%.