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As Buscas do MH370

A Malásia publicará um primeiro relatório do voo MH370 na próxima semana

O submarino Bluefin-21 está a ponto de finalizar sem êxito a missão na zona demarcada

Um alto cargo do Pentágono afirma que a busca pelo avião malaio pode durar anos

Familiares de passageiros chineses do MH370 protestam na embaixada da Malásia em Pequim. Ampliar foto
Familiares de passageiros chineses do MH370 protestam na embaixada da Malásia em Pequim. AP

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, anunciou na noite desta quinta-feira, em uma entrevista para a CNN, que na semana que vem será publicado o primeiro relatório da investigação do ocorrido com o voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu no dia 8 de março enquanto voava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo. O regulamento internacional da OACI (a agência das Nações Unidas para a Aviação Civil) recomenda que seja emitido um relatório preliminar sobre acidentes ou incidentes depois de um mês do ocorrido. Por ora, as autoridades malaias consideram que alguém a bordo do B-777 desligou os equipamentos de comunicações e mudou deliberadamente o rumo do avião.

Mas até agora, nenhum resto do avião foi encontrado, o que fez com que Najib descartasse declarar a morte das pessoas que viajavam no avião. "Há que se levar em conta os sentimentos dos familiares e alguns disseram publicamente que não estavam dispostos a aceitar" a morte de seus parentes "até que se encontre uma prova concreta" do avião. Em todo caso, acrescentou, "é difícil imaginar outra coisa" que não seja a morte dos passageiros.

O último sinal detectado por um satélite sobre o Índico sete horas depois do desaparecimento do avião levou as buscas para uma enorme zona ao noroeste da Austrália. Ali registraram-se sons que com bastante probabilidade correspondem aos emitidos pelos localizadores das caixas-pretas, mas o submarino autônomo Bluefin-21está a ponto de finalizar a missão na zona assinalada (Um raio de 10 quilômetros) sem sucesso. Nesta sexta-feira, o Centro de Coordenação das Agências Conjuntas da Austrália que realiza a décima terceira missão, fez um pente-fino em aproximadamente 95% da zona de busca. "Não encontramos nada até o momento".

Por isso, será necessário aumentar a zona de busca, de modo que um alto cargo do Pentágono não identificado disse à Reuters que o rastreio pode durar "anos". As caixas-pretas e a maior parte da fuselagem do AF477, que caiu no Atlântico em 2009, não foram encontradas até quase dois anos depois do acidente.

A Autoridade Australiana de Segurança Marítima realiza ao mesmo tempo uma busca visual em uma área de 49.240 quilômetros quadrados situada a 1.584 quilômetros ao noroeste de Perth, na costa oeste australiana, na qual participam 8 aviões e 10 embarcações.

O gerenciamento da crise gerada pelo desaparecimento do MH370 provocou duras críticas ao Governo malaio, sobretudo por parte de Pequim, que tem 153 de seus cidadãos desaparecidos com o avião. Ontem à noite, dezenas de pessoas fizeram uma manifestação em frente à Embaixada da Malásia em Pequim, para exigir ser recebidos e que designem um novo representante nas reuniões de informação com as famílias, segundo informou a France Press.

Mais de 200 familiares retiveram dez membros da equipe da Malaysian Airline depois de uma reunião informativa em um hotel de Pequim e não libertaram os funcionários até a primeira hora desta sexta-feira, segundo a linha aérea.

"A Malaysia Airlines confirma que sua equipe foi retida no salão de festas do hotel Lido em Pequim por familiares do MH370 devido à insatisfação das famílias na hora de obter detalhes sobre o avião desaparecido", disse a companhia em um comunicado.

Em outro incidente, um familiar de um desaparecido chinês atacou um supervisor de segurança da Malaysian Airline, Kalaichelven Shunmugam, no mesmo hotel na terça-feira passada, segundo a empresa. O trabalhador sofreu ferimentos leves e a linha aérea apresentou uma denúncia ante a Polícia.

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