Para a esquerda, morrer é só o começo

Em uma época em que até Armínio Fraga se diz de esquerda, o melhor a fazer é dizer que ela morreu, para poder salvá-la

Da arte de aprender a cair

O desejo procura a queda porque ela é o impulso que temos para ser diferente de nós mesmos, diferente do que fomos até agora. Talvez seja por isso que entramos em relação

Quando as ruas queimam

Talvez estejamos diante de uma segunda onda de insurreições que parecem seguir, mais ou menos, o mesmo padrão, seja no Chile, no Equador, na França, no Líbano. Por outro lado, pergunta-se por que tais insurgências não ocorrem no Brasil

Falta uma oposição real no Brasil, que imponha outra agenda no debate público

Produzir sua própria oposição, definir as modalidades de sua própria resistência é a forma mesma de um “poder perfeito

Chega de diálogo. A partir de certo ponto é apenas inútil

Se há algo que marcou o Brasil nos últimos trinta anos foi a profusão de diálogo, quando muitas vezes é necessário dar forma à recusa clara em dialogar. Não é de diálogo que o Brasil precisa. É de ruptura

Não houve eleição e não há presidente

O que vimos foi simplesmente um processo sem condição alguma de preencher critérios básicos de legitimidade. Ou seja, uma farsa

Falar de fascismo no Brasil

Há uma fenda global que parece crescer, por onde passaria a emergência de novas formas de governo com traços claramente fascistas