O Twitter adere ao ‘stories’

Rede social segue o exemplo do Facebook, Whatsapp, Instagram e Linkedin e passa a oferecer conteúdo efêmero

Fleet, as 'stories' do Twitter no Brasil.
Fleet, as 'stories' do Twitter no Brasil.The Verge

O Twitter foi criado em março de 2006. Desde então, seus mais de 330 milhões de usuários atuais só tiveram uma maneira de se comunicar com seus seguidores: escrevendo um tuíte. Desde a última quarta, os posts de 280 caracteres ganharam a companhia de um efêmero primo brasileiro: uma versão própria das já clássicas stories, batizadas no Brasil de fleet (“fugaz”).

Foi como o Twitter decidiu chamar esses novos tuítes, de existência mais breve, que aparecem durante 24 horas numa timeline separada, acima da linha do tempo principal, e então desaparecem. Em outras palavras, sim, o Twitter se uniu ao Facebook, ao Instagram e, mais recentemente, ao Linkedin, nisso de copiar as stories do Snapchat. A implementação, aliás, é quase idêntica à versão do Instagram, segundo as fotos publicadas pelo site The Verge.

“O Twitter é para ter conversas sobre o que importa”, disse Mo Aladham, chefe de produto do Twitter, em um blog. “Mas alguns de vocês nos dizem que se sentem incômodos ao tuitar, porque os tuítes são públicos, são permanentes e têm estatísticas públicas (retuítes e likes). Queremos fazer o possível para que tenham conversas de novas maneiras, com menos pressão e mais controle, além dos tuítes e as mensagens diretas. É por isso que a partir de hoje no Brasil, estamos provando os fleets, uma nova forma de iniciar conversas a partir de seus pensamentos fugazes."

As stories ganharam popularidade nos últimos anos graças a aplicativos como seu precursor, o Snapchat, que as introduziu em 2013. A ideia foi copiada rapidamente pelo Instagram (que teve um sucesso maciço e conseguiu desbancar o próprio Snapchat) e o Facebook, que terminaram de popularizá-la.

Há pouco mais de uma semana, o LinkedIn, rede social voltada para relações comerciais, anunciou que testará internamente o formato stories. Essas experiências chegarão ao público “nos próximos meses”, disse o chefe de produtos de conteúdo da plataforma, Pete Davies, à agência Europa Press.

Para criar um fleet, é preciso clicar um ícone + que aparece numa nova fileira na parte superior da timeline. Lá o usuário pode escrever até 280 caracteres de texto, acrescentar fotos, GIFs e vídeos. Uma vez publicado, aparecerá numa fila de publicações na lateral. Os fleets mais recentes das pessoas que você segue e que lhe seguem aparecerão em primeiro lugar. A partir daí, você verá as publicações de outras contas que segue. Não é possível curtir nem retuitar um fleet.

Usuários reclamam

O anúncio da rede social não caiu muito bem para muitos usuários, que se lançaram contra a atualização e fizeram a hashtag #RIPTwitter virar tendências. “Editar tuítes, não stories. Organizar tuítes guardados, não stories. Melhorar o chat, não stories. Eu te amava. #RIPTwitter”, diz, por exemplo, @Punky_Fett. “Com sorte vejo as stories do Facebook e Whatsapp, e o Twitter quer se somar se à lista”, sentencia @MiteScart.


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