Tribuna
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A morte física e a morte virtual: narrativas mentirosas e racistas para justificar a violência

Fotos enganosas, de pessoas parecidas ou manipuladas, criminalizam vítimas, como o adolescente João Pedro, assassinado pela polícia no Rio. É a forma de reforçar preconceitos e normalizar o racismo

Manifestante carrega cartaz com o rosto de João Pedro desenhado, em protesto em São Gonçalo em 5 de junho.
Manifestante carrega cartaz com o rosto de João Pedro desenhado, em protesto em São Gonçalo em 5 de junho.IAN CHEIBUB / Reuters
Alana Rizzo|Clara Becker

Maio de 2020: o menino João Pedro, 14 anos, é morto dentro de casa durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Dezembro de 2019: nove pessoas morrem após uma ação da Polícia Militar no baile funk de Paraisópolis, em São Paulo. Abril de 2019: o músico Evaldo

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