Covid-19 e HIV não são os mesmos. Mas são similares em muitos aspectos que importam

Naquilo que os vírus afetam o corpo político, os cidadãos, eles têm desenterrado muito dos piores impulsos da sociedade

Trabalhadores na Bourbon Street, em Nova Orleans, Louisiana (EUA), em 16 de maio, após o relaxamento das restrições de lockdown impostas por dois meses.
Trabalhadores na Bourbon Street, em Nova Orleans, Louisiana (EUA), em 16 de maio, após o relaxamento das restrições de lockdown impostas por dois meses.KATHLEEN FLYNN / Reuters
Mathew Rodriguez

Desde que a pandemia de covid-19 começou a se alastrar sobre nós nos primeiros meses de 2020, duas tensões opostas têm se mantido acesas nas páginas da internet e também dentro do meu coração. De um lado, na busca por alguma referência para aquilo que meu terapeuta chama de “estes tempos estranhos”, muitos têm olhado para a epidemia de AIDS em busca de lições, de algum tipo de conselho sobre como lidar com tempo de mortes maciças, histeria e medo. Do outro, porque a epidemia de AIDS foi um monstro muito peculiar, há um instinto de mantê-la em um armário protegido com vidro laminado e deixá-lo descansar em paz.

Essas duas tensões explodiram no Twitter em 23 de Março quando ACT UP Nova Iorque partilhou lado a lado imagens da famigerada jaqueta jeans feita por David Wojnarowicz com a frase, “Se eu morrer de AIDS, esqueça o enterro, só coloque meu corpo na porta do FDA”, com uma nova imagem: um meme de uma máscara de pano por sobre um pano de fundo rosa com os dizeres: "Se eu morrer de Covid-19, esqueça o enterro, coloque meu corpo na porta de Mar-a-Lago”

Desde que aquela imagem apareceu on line pela primeira vez, centenas de contas têm criticado duramente ACT UP New York pela comparação, e as razões das críticas são várias. Alguns têm dito que usar Mar-a-Lago como representação de todo o Governo federal associa um problema sistemático diretamente a Trump e é em última instância contraprodutivo. Outros entendem que a comparação é desrespeitosa com Wojnarowicz, com pessoas vivendo com HIV, e com a História da Epidemia. Na verdade, todas as vezes em que a comparação entre HIV e covid-19 aparece, discussões similares se seguem: covid-19 não está afetando exclusivamente a população queer como no caso da HIV. Não se trata de uma doença estigmatizante que tem feito as pessoas serem renegadas por suas famílias, ou serem proibidas de partilharem garfos e facas durante o jantar. Não se trata de um vírus fortemente associado a um grupo estigmatizado ou um conjunto de grupos estigmatizados, como era o caso do HIV no começo da pandemia.

Desde aquela primeira imagem, ACT UP New York dobrou a aposta e divulgou uma segunda imagem no Instagram, uma atualização do famoso Silêncio = Morte embaixo de um triângulo rosa sob um fundo preto feito por Gran. Dessa vez, em uma referência a Trump, o fundo preto foi mantido, mas o triângulo é laranja, e o texto é Trump = Morte.

Aquela imagem também fez o antigo grupo de ativistas se encontrar com seus opositores, principalmente para aqueles que acreditam que insistir em Trump tira de foco o tom de luta próprio do ACT UP: mudanças estruturais são necessárias agora. Entretanto, quão mais a internet fazia barulho contra o ACT UP Nova Iorque e quão mais eu checava os efeitos disso com aqueles que eu amo, tanto dentro quanto fora do ACT UP, mais eu via a necessidade de comparação, tanto das imagens quanto das epidemias.

Antes que eu avance na comparação, gostaria de esclarecer que reconheço que esses vírus são cientificamente diferentes: HIV e covid-19 têm pouco em comum no que se refere a formas de transmissão e efeitos na fisiologia do corpo. Mas, naquilo que eles afetam o corpo político, os cidadãos, eles têm desenterrado muito dos piores impulsos da sociedade: a necessidade de culparmos, criminalizarmos e prendermos uns aos outros. São esses os aspectos da epidemia de HIV que podemos em busca de orientação.

Ambos, covid-19 e HIV, afetam aqueles que são mais marginalizados.

No início da epidemia de AIDS, havia a ideia de que HIV afetava grupos conhecidos como "clube dos 4H): homosexuais, haitianos, usuários de heroína e hemofílicos. Vamos ampliar isso um pouco mais e simplesmente dizer: população trans e queer, negros (e outros não brancos), pessoas que usam drogas, pessoas com necessidades especiais. Estão incluídos aí a maior parte dos grupos que ainda são mais suscetíveis ao HIV hoje, e isso tem uma razão simples: saúde física tem pouco a ver com o nosso próprio corpo. Em muitos casos, saúde física não é um produto de escolhas individuais, e ela está, em muito casos, fora do nosso controle. Se você me disser o CEP de onde você nasceu, eu posso informar que doenças você tem maior risco de contrair.

Enquanto as imagens iniciais da crise da AIDS focam em homens gays brancos, a verdade é que uma faixa muito maior foi afetada por/ respondeu à/ morreu na/ e sobreviveu à epidemia. E quando você nota quem ainda é diagnosticado e morre de AIDS hoje, a população para quem a epidemia continua presente, tratam-se de negros, pessoas trans não brancas e a população queer no geral. Para essas comunidades, AIDS não é algo protegido em um armário com vidro laminado, nós ainda estamos vivendo em meio a ela. Adam Geary abre seu livro, Anti-Black Racism and the AIDS Epidemic (não publicado no Brasil), com a frase: “A cor da AIDS na América é Preta”. E, também, como nós estamos começando a ver, essa é a cor da covid-19.

Enquanto Nova York continua a acumular manchetes por ser o epicentro da epidemia nos Estados Unidos, há um outro estado também tem sido abalado pela covid-19: Louisiana. Enquanto Nova York tem o maior número de casos, é importante olhar para a Louisiana e como ele tem sido desproporcionalmente impactado pelo vírus devido a sua falta de acesso a cuidado médico e de equidade. Em 2017, o Commonwealth Fund classificou o sistema de saúde da Louisiana na posição 49 dentre os 50 estados estadunidenses e o distrito federal, Washington. No fim de março, os números de desfechos fatais por covid-19 no estado da Louisiana competiam com os do estado de Nova York. Na quinta, 2 de abril, o estado registrou 2.726 novos casos do vírus, um aumento de 42% em relação ao dia anterior.

E não se trata apenas da Louisiana. Apesar de representarem apenas 29% da população da cidade de Chicago, a população negra responde por 70% das mortes relacionadas à covid-19. Em Milwaukee, cidade do estado de Wisconsin, onde 26% da população é negra, residentes negros são a metade dos casos da cidade e 81% das mortes relacionadas à doença. Enquanto alguns podem entender a epidemia de AIDS como uma epidemia que aconteceu e que chegou a um fim, e o coronavírus como uma que começou e que um dia chegará ao fim, lembre-se, Louisiana é um estado que ainda está lidando com as duas simultaneamente, junto com políticas racistas, como encarceramento em massa e a realidade da pobreza e da mudança climática, ambas as quais afetam americanos de formas diferentes ao longo do espectro racial.

Responsabilidade Pessoal

Eu já falei sobre a peculiar filosofia americana sobre saúde. Mas voltemos a ela. Nos Estados Unidos, muitas pessoas acreditam que o que quer que aconteça com você, no que diz respeito a sua saúde, é culpa sua. Eis porque nós não temos um sistema de saúde universal e porque muita gente acredita que precisamos pagar tão caro só pra manter nossos corpos em pé.

Isso não é bem assim. Muito da nossa resposta a qualquer vírus vem do medo. Um vírus expõe nossa mortalidade. Na maior parte das vezes, muitos de nós podemos manter o fato de que somos mortais de lado, mas esse não é o caso durante uma epidemia. A epidemia de AIDS ensinou algo para a população queer, para a população trans e outros não brancos, que ainda está grudado nas nossas cabeças até hoje: a qualquer momento a nossa sexualidade poderia nos fazer ficar doente e morrer. Quando me assumi gay para minha família, fui avisado de que não deveria pegar AIDS. Naquele tempo, Eu não sabia que meu pai estava vivendo com HIV: tudo porque ele vinha lidando com dependência de drogas desde que tinha 13 anos de idade.

Agora, na era da covid-19, tenho visto muita gente na internet expondo as pessoas que saem na rua, aqueles que têm encontrado seus entes queridos. Como um homem gay, vejo muitos homens gays julgando uns aos outros não somente por querer sair pra transar, mas também por estarem no Grindr. Deixe me ser bem claro: nenhuma dessas práticas é boa do ponto de vista da saúde pessoal ou coletiva. Eu desencorajaria qualquer um a sair por uma razão não essencial e recomendaria às pessoas a acharem formas para explorar uma sexualidade saudável durante esse tempo: sexo por telefone, por vídeo, masturbação. A escolha aqui é do freguês.

Nesse momento, eu me vejo continuamente olhando para os meus heróis da tempo da AIDS em busca de orientação. Um, o jornalista Steven Thrasher, recentemente escreveu no Twitter sobre como fazer as pessoas passarem vergonha não é uma tática útil para a saúde pública. Mesmo que essas pessoas possam não estar fazendo isso por motivos de saúde pública, é tão importante quanto saber que nós estamos passando por uma era traumática, e que as pessoas estão lidando com ela na forma que podem.

Se nós voltarmos outra vez para a epidemia de AIDS em busca de orientação, veremos que envergonhar as pessoas não é uma intervenção efetiva em saúde pública. Envergonhar a população gay pela sua sexualidade não funcionou. As pessoas fizeram sexo (sem proteção!) porque elas precisavam se sentir próximas de outras em um momento no qual o nosso futuro era incerto. Insisto, eu não estou diminuindo a gravidade de sair para transar agora. Mas algo que eu aprendi em terapia é que as ações das outras pessoas estão fora do nosso controle. O que você pode controlar é como você reage a essas ações.

Eu espero que nós possamos reagir com menos julgamento. Outra lição oriunda da epidemia de AIDS veio com meu amigo Jeremiah Johnson, diretor de tratamento de HIV no Treatment Action Group, uma organização nascida do ACT UP. Em uma atualização de status feita no Facebook, ele escreveu um checklist útil com alvos para direcionar a raiva durante uma epidemia, vou citar a lista aqui:

1. O vírus em si.

2. Os políticos, o sistema, e a estruturas sociais que inibem nossa habilidade de responder efetivamente ao vírus.

3. A falta de ferramentas efetivas para parar o vírus.

4. Comportamentos individuais que contribuem para a disseminação do vírus.

Tenho a impressão de que, com muita frequência, nós invertemos essa lista ―pesando a mão no comportamento humano, porque esse é um alvo sobre o qual nós acreditamos ter mais controle― inadvertidamente esquecendo de convocar os nossos políticos a assumirem a responsabilidade por um sistema de saúde falido e/ou respostas efetivas para a epidemia ―esquecendo ainda que o maior vilão da história é o vírus em si mesmo.

A covid-19 está sendo criminalizada

Os Estados Unidos não só culpam as pessoa por adquirirem doenças, eles também amam culpar pessoas que já estão doentes por transmitirem doenças para outros. Na terra de encarceramento em massa, doenças são similares a armas. Para além de toda a realidade das profilaxias de pré-exposição (PrEP), ações de prevenção e outros avanços científico, inúmeros estados ainda criminalizam pessoas vivendo com HIV por atos que não transmitem HIV, como cuspir. Alguns estados não têm legislações específicas para o HIV, mas irão aumentar as penas se a pessoa condenada estiver vivendo com HIV.

Já existem relatos nos Estados Unidos e em outros países de pessoas sendo presas e encarceradas por “intencionalmente” disseminarem coronavírus. Nos Estados Unidos, eles podem ser acusados usando as leis federais antiterrorismo. Uma pessoa doente não é um terrorista.

Criminalizar o HIV não é uma boa prática de Saúde Pública. Essas leis representam nossos piores medos e ideologias sancionadas pelo Estado.

Elas são formas de controlar populações marginalizadas ―e essas novas formas de criminalizar a covid-19 serão usadas da mesma forma. Como já sabemos com as informações iniciais que temos, comunidades negras estão outra vez sendo devastadas por essa crise sanitária. Não resta dúvida de que essa crise será usada como uma desculpa para aumentar a vigilância policial nas comunidades de não brancos, seja por espirrar, não pode pagar o aluguel, ou ir ao supermercado.

Intimidade

Humanos são criaturas sociais. Nós precisamos uns dos outros para viver. Nossas relações com outras pessoas ―familiares, românticas, fraternas, sexuais― nos sustentam. A AIDS rompeu as redes através das quais as pessoas exercitam sua sexualidade, seja porque as pessoas estavam morrendo, sentindo-se envergonhadas por suas sexualidade, ou por se absterem de sexo pelo medo de morrerem. Esse medo fez nascer textos como How to have sex in an Epidemic ( Como transar durante uma epidemia), um dos primeiros textos a discutir francamente como um homem gay poderia transar com o outro e seguir vivo. Nós vivemos em uma realidade muito diferente no que se refere à mídia.

Desde o início da expansão da covid-19 e do isolamento social a ele associado, eu tenho visto muito material jornalístico discutindo sobre o que significará ter intimidade com alguém, e manter a nossa sanidade, em um momento em que estamos sendo instruídos a manter a distância uns dos outros. As pessoas têm escrito sobre festas sexuais digitais, como ter intimidade em tempos de distância, e como se masturbar quando você não tem o privilégio de uma porta fechada.

Estamos todos reaprendendo como manter o sexo vivo neste momento, e nós temos nos apoiado mutuamente nesse aprendizado. Devemos ficar a dois metros de distância neste momento enquanto precisamos nos livrar dessa dor.

Nosso governo é um desastre

Como você já deve ter entendido até aqui, todo o adoecimento é estrutural. Uma das falas mais repetidas sobre a resposta governamental ao HIV é que ela foi além da apatia e transformou-se em crueldade. A administração de Reagan riu do total de mortes durante a epidemia de AIDS. Ainda não há nenhum áudio vazado de Trump rindo dessa epidemia, mas há amplas provas de que o presidente nem pestaneja sobre deixar norte-americanos pobres morrerem para que as grandes empresas possam sobreviver. Muitas famílias já não podem pagar pelo aluguel e pelas compras de mercado. O governo respondeu com um cheque de 1.200 dólares que, ainda que seja algo, pode não chegar até setembro para alguns e não será suficiente para dar conta do aluguel e das necessidades básicas de muitos.

E, porque nós vivemos em um país que acredita na responsabilidade pessoal, as pessoas já estão sendo engolidas por contas exorbitantes simplesmente por terem contraído covid-19 e estarem sendo tratadas.

Como Bernie Sanders frequentemente diz, nós vivemos em um país que acredita no socialismo para os ricos (uma programa de incentivos financeiros que salva as empresas) e um inabalável individualismo para os pobres (contas por estar recebendo cuidado durante a pandemia de covid-19).

ACT UP segue dando respostas

No imaginário de muitos, ACT UP provavelmente teria se dissolvido tão logo o auge da (mainstream, branca) epidemia de AIDS se atenuou. Não é bem o caso. Um amigo e membro do ACT UP, Andy Velez, que morreu em 2019, costumava dizer que uma vez que você esteve no ACT UP, você sempre estará no ACT UP. Ninguém sai. Eu ainda recebo e-mails do ACT UP e posso te dizer: muito da estrutura de resposta montada por ativistas para a covid-19 vem de redes que já existiam por conta do ativismo por saúde queer nascido nos tempos da epidemia de AIDS.

Muitos dos meus amigos que hoje integram as respostas coletivas a AIDS estão sendo chamados a lutar novamente contra a covid-19 porque eles veem a linha comum entre as duas doenças. Nós estamos enfrentando um vírus para o qual ainda não há tratamento efetivo. Ele tem levado as pessoas a culparem umas às outras. Nós estamos com medo da intimidade.

As fraturas no nosso terrível sistema de saúde estão sendo expostas. Melhor do que entender covid-19 e HIV como epidemia separadas, muitos estão vendo a covid-19 como uma espécie de sequência, provando que a luta à la Vingadores contra um sistema de saúde terrível ainda não terminou.

Pouco tempo depois do drama online inicial contra o meme do ACT UP ter acontecido, eu retuitei aqueles que estavam repreendendo o ACT UP New York. “Eis uma observação”, escrevi. “Enquanto queers brancos estão discutindo sobre a estética de um meme ACT UP, eu assisti à covid-19 tirar a vida de pelo menos quatro pessoas queers não brancas”. O sentimento por trás do tuíte era verdadeiro: tal e qual o HIV, a covid-19 irá afetar aqueles em nossa sociedade que são mais marginalizados, o que ainda significa a população queer.

O fiasco todo me desanimou em muitos aspectos. Ao invés de ampliar compaixão ou focar naqueles que estavam morrendo, as pessoas preferiram tuitar baboseiras sobre o grupo que está tentando fazer algo para resolver o problema. Conversando com um amigo, ele me lembrou de um poster, “A sua nostalgia está me matando”, criado pelos artistas Vincent Chevalier e Ian Bradley-Perrin em 2013.

Em uma entrevista, Bradley-Perrin afirmou que o cartaz é uma reação à nostalgia que circula a AIDS (o que eu chamei de o armário protegido da AIDS, onde a história da AIDS é canonizada, intocável e quase estéril) e o "papel que [a nostalgia] tem executado de reescrever as realidades do período com imagens visuais de conforto e comunidade”.

Ele acrescenta: “Quando pensamos nos anos oitenta e noventa e falamos sobre as ações envolvendo cinzas e os funerais públicos, e os descontextualizados de sua especificidade histórica ―quando dizemos que as coisas são diferentes para nós agora― nós não estamos pensando sobre as formas através das quais a criminalização é extenuante sobre as pessoas pobres hoje”.

Entendo e simpatizo com as pessoas para quem a comparação entre as pandemias pareça descabida ou, em um nível mais pessoal, desrespeitosa. Cada um de nós, especialmente as pessoas queer, pessoas não brancas e aqueles, como eu, na interseção, têm uma relação intensa e pessoal com a epidemia de AIDS. Cada um dos nossos traumas ligados a isso é singular, como nossas impressões digitais. A comparação desenhada entre ela e a pandemia de covid-19 pode não ser perfeita, mas eu me recuso a deixar o perfeito ser inimigo do bem. E eu realmente acredito que falar das falhas do nosso sistema de saúde, da flagrante desconsideração para com a vida humana, e quais emoções essa comparação em nós são todas em nome do bem.

À luz da duração da história humana, nosso tempo gasto dentro de casa e isolados uns dos outros será uma pequena mancha. Mas isso irá emergir gigante em nossa psique coletiva. Todos irão lembrar como é sentir-se desamparado, assustado, sozinho e excluído. Nós compareceremos a funerais e celebrações, muitas delas digitais, e aprender novas lições durante o luto. Nós teremos um senso partilhado de trauma; precisaremos uns dos outros para nos recuperar. A lição que tiramos disso será útil. Torçamos para que não coloquemos esse aprendizado na gaveta.

Mathew Rodriguez é editor associado do The Body.

Tradução de André Luis Leite

Publicado originalmente em 09 de Abril de 2020.

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