O PSG procura Messi

Clube parisiense prepara oferta ao argentino, que neste domingo de manhã falará em uma coletiva de imprensa

Messi e Neymar depois da final da Copa América.
Messi e Neymar depois da final da Copa América.RICARDO MORAES (Reuters)
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Lionel Messi decidiu que queria falar. Habituado a tomar a palavra na seleção argentina, ganhando ou perdendo a Alviceleste, o camisa 10 escolhia as ocasiões para comparecer ao Camp Nou. Não eram muitas. Muitas vezes, não tinha escolha, como quando, desde que herdou a braçadeira de capitão de Andrés Iniesta em 2018, tinha de exercer o papel de anfitrião no Troféu Gamper. O argentino já estava preparando seu discurso para a prévia do jogo contra a Juventus deste domingo no Estádio Johan Cruyff. No entanto, teve que mudar o foco. Em vez de falar de expectativas, passará a comentar sua despedida do Barcelona depois de 21 anos. O clube azul-grená lhe abrirá as portas do Auditori 1899 para que explique os motivos da sua saída às 12h (7h em Brasília). No mesmo palco, na sexta-feira, o presidente Joan Laporta expôs os seus.

Embora as últimas conversas entre a família do jogador e a direção do clube catalão tenham sido cordiais, o clima é de tensão. No entanto, existe um pacto tácito de não-agressão. Laporta apontou a gestão da diretoria de Josep Bartomeu e La Liga para explicar o adeus do argentino e Messi quer deixar o clube de sua vida sem fazer barulho. O presidente, por exemplo, foi prudente ao falar sobre o futuro do camisa 10. “É o melhor do mundo e o lógico é que tenha outras propostas”, comentou o principal dirigente do Barça. Messi estava livre para negociar um novo contrato com outro clube desde o dia 1º de janeiro. Não o fez. Tampouco ouviu ofertas desde que ficou sem clube em 30 de junho. “A ideia dele era continuar no Barcelona”, dizem fontes próximas ao jogador.

Messi havia decidido que queria continuar no Barça até a Copa do Mundo de 2022. Depois do torneio que será disputado no Catar, dependendo de como se sentisse fisicamente, escolheria seguir no Barcelona ou continuar a carreira na MLS. Hoje está descartada a opção de antecipar sua chegada aos Estados Unidos. O jogador quer continuar na Europa. Roman Abramovich se comunicou com o estafe do jogador. No entanto, o magnata russo, dono do Chelsea, ainda não fez uma oferta formal ao ex-jogador azul-grená (o clube londrino, em todo caso, finaliza a contratação de Lukaku, da Inter). Tampouco se pronunciou o Manchester United, outro que tem recursos para contratar o capitão da Argentina. Por outro lado, o PSG deu um passo.

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Jorge Messi [pai e agente do jogador] esteve na tarde de sábado na casa do filho em Castelldefels para começar a definir o futuro. A equipe parisiense está há muito tempo atenta aos movimentos do argentino. Leonardo Araújo, diretor esportivo do PSG, tem uma boa relação com o pai e representante do jogador. Além disso, Messi tem bons amigos na capital francesa. “O que mais quero é voltar a jogar com Messi para desfrutar outra vez com ele dentro do campo”, repetiu várias vezes Neymar Jr. O argentino também está motivado pela possibilidade de se reencontrar com o brasileiro. “É o jogador com quem melhor me entendi em um campo de futebol”, comenta em particular. Angel Di María, um de seus históricos companheiros na seleção da Argentina, também o havia convidado para ir à França em abril: “Tê-lo ao meu lado seria maravilhoso. Digo-lhe que pense em sua felicidade”.

Na segunda-feira passada, Messi apareceu em público ao lado de Neymar, Di María, Paredes e Verratti em Ibiza. E nesta sexta-feira, Mauricio Pochettino, treinador do PSG, falou sobre a possível contratação do camisa 10: “Estamos trabalhando para trazê-lo”. Segundo o jornal L’Équipe, o PSG lhe oferece ser o jogador com o melhor salário do elenco: 40 milhões de euros líquidos (cerca de 247 milhões de reais), 30 milhões a menos do que recebia no ano passado no Barça.

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