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Lucro mundial da Telefónica cai à metade, para cerca de 5 bilhões de reais

Operadora sofreu no primeiro semestre os efeitos da pandemia e da desvalorização do real, com perda de faturamento e muitos clientes em atraso

Sede de Telefónica en Madri.
Sede de Telefónica en Madri.
Ramón Muñoz

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A empresa Telefónica registrou um lucro líquido de 831 milhões de euros (cerca de cinco bilhões de reais) no primeiro semestre do ano, 53,5% a menos que no mesmo período do exercício anterior, enquanto o faturamento chegou a 21,7 bilhões de euros (131,9 bilhões de reais), 10% a menos. As duas quedas se devem ao impacto negativo da pandemia do coronavírus e à desvalorização das moedas dos países latino-americanos onde a companhia opera, principalmente o real.

A direção do grupo estima que o impacto negativo da pandemia na cifra de negócios no primeiro semestre de 2020 se situe em torno de 800 milhões de euros, sendo 729 milhões só no segundo trimestre (4,86 e 4,43 bilhões de reais, respectivamente), enquanto que o impacto no lucro bruto operação (EBITDA) chega a 370 milhões de euros, sendo 297 milhões no segundo trimestre (2,25 e 1,8 bilhões de reais, respectivamente).

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Os impactos negativos nos resultados se deveram principalmente ao menor faturamento com roaming, à queda na venda de celulares, à menor atividade comercial empresarial e varejista. Adicionalmente, a operadora admite que entre janeiro e junho o número de clientes com contas em atraso disparou, e o gasto pela deterioração de contas comerciais a cobrar aumentou 9,8% com relação ao mesmo período do exercício anterior, com especial incidência na Telefónica Hispam (a subsidiária para a América Latina, exceto Brasil). Para mitigar os impactos negativos da pandemia, a Telefónica reduziu o investimento (Capex) em 22,3% no segundo trimestre, desacelerando a instalação de novas redes celulares e de fibra.

A dívida se situava em 37,2 bilhões de euros (226,1 bilhões de reais) no final de junho, 7,5% a menos com relação ao ano anterior. Em comparação com o fechamento de 2019, o endividamento do grupo caiu 1,02 bilhão de euros (6,2 bilhões de reais). O resultado operacional antes de amortizações (EBITDA) chegou a 7,08 bilhões de euros (43 bilhões de reais) no primeiro semestre, com uma redução interanual de 18,7%. A companhia confirmou seus objetivos para o ano, que tinham sido revisados no fechamento do primeiro trimestre, e mantém o pagamento de dividendo de 2020 em 0,40 euro (2,43 reais) por ação. O fluxo de caixa livre no conjunto do semestre chega a 1,22 bilhões de euros (7,43 bilhões de reais).

Dos quatro mercados declarados prioritários pelo grupo em sua última remodelação, só a Alemanha mantém uma cifra positiva de faturamento em euros (+2%), destacando-se o desabamento no Brasil (-21,44%), e com quedas mais moderadas na Espanha (-3,4%) e Reino Unido (-1,2%). O lucro bruto (EBITDA) cai nos quatro mercados, mais notavelmente no Brasil (-18,7%) e Espanha (-9,3%). Contudo, o pior comportamento coube à Telefónica Hispam, para a qual a companhia busca uma saída em forma de venda parcial ou total. Essa subsidiária reduziu seu faturamento em 18,6%, e sua rentabilidade em 35,6%.

Venda da Costa Rica

A Telefónica anunciou também nesta quinta-feira um acordo com o Liberty Latin America para a venda da totalidade do capital social da sua filial da Costa Rica por 500 milhões de dólares (2,59 bilhões de reais).

O lucro tributável da operação deverá chegar a aproximadamente 210 milhões de euros (1,28 bilhão de reais), e a dívida líquida do grupo Telefónica se reduzirá em aproximadamente 425 milhões de euros (2,58 bilhões de reais). Antes, houve uma tentativa de venda à empresa, Millicom, que acabou sendo processada pela multinacional de origem espanhola.

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