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“A inocência termina quando arrancam da pessoa a ilusão de que ela gosta de si mesma”

Leia um dos ensaios do livro ‘Rastejando até Belém’, de Joan Didion, publicado no Brasil pela Editora Todavia, com tradução de Maria Cecilia Brandi

A escritora Joan Didion.
A escritora Joan Didion.Julian Wasser/Time Life Pictures/Getty Images

Certa vez, em plena estação seca, escrevi com letras enormes, cruzando duas páginas de um caderno, que a inocência termina quando arrancam da pessoa a ilusão de que ela gosta de si mesma. Embora agora, alguns anos mais tarde, eu me admire que uma mente em conflito consigo própria tenha, todavia, feito um registro minucioso de todos os seus tremores, recordo com uma clareza constrangedora o sabor particular daquelas cinzas. Era uma questão de amor-próprio extraviado....

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