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As três cores de Krzysztof Kieślowski seguem vibrantes

Doodle celebra o 80º aniversário do cineasta e roteirista polonês. Entre os filmes mais destacados de sua obra estão os da Trilogia das Cores

O diretor polonês, no festival de San Sebastián de 1994.
O diretor polonês, no festival de San Sebastián de 1994.JESÚS URIARTE

Faria 80 anos neste domingo o cineasta e roteirista polonês Krzysztof Kieślowski, considerado um dos diretores de cinema de arte mais influentes do mundo. Entre os grandes destaques da sua filmografia está a aclamada Trilogia das Cores, como lembra o Google na homenagem por meio de seu doodle.

Nascido em Varsóvia, na Polônia, em 1941, Kieślowski desenvolveu um amor por contar histórias através de uma paixão infantil pela literatura. Ele perseguiu sua obsessão pelas artes narrativas na estimada Escola de Cinema de Lódz, onde seu primeiro longa-metragem original veio na forma de um pequeno drama mudo, em 1966. Em seus primeiros filmes, como o documentário de 1971 sobre uma greve de trabalhadores em estaleiros, intitulado Workers ’71, Kieślowski explorou as complexidades e dilemas morais da vida cotidiana por meio de representações sinceras da Polônia contemporânea.

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Kieślowski foi além do formato documental em seu longa-metragem de 1975, Personnel, a primeira de muitas obras cinematográficas de ficção. Mas foi apenas em 1988, no lançamento de O Decálogo ―uma série de filmes baseados nos Dez Mandamentos, um filme por mandamento, todos tratando de conflitos morais― que o trabalho de Kieślowski ganhou fama internacional. Suas explorações filosóficas marcantes chegaram ao clímax na trilogia Três Cores de 1993-94, cada uma delas uma reflexão sobre os ideais da Revolução Francesa, que constituíram seus filmes finais.

Além de dezenas de prêmios de prestígio ao longo de sua carreira, Kieślowski recebeu três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Diretor em 1994 por A fraternidade é vermelha, o último filme da sua trilogia icônica. Depois de se aposentar do cinema naquele ano, Kieślowski voltou ao meio que sempre o inspirou: a literatura. O cineasta faleceu em 13 de março 1996, com 54 anos de idade durante uma cirurgia de coração na sequência de um ataque cardíaco. Deixou esposa e uma filha.

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