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Beatriz Jucá: “A pandemia me deu uma urgência maior de viver, de contar o que está acontecendo”

Na cobertura da covid-19, repórter do EL PAÍS fala do compromisso de escrever sobre um Brasil plural e cheio de histórias, para além do Sudeste

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Beatriz Jucá entrou no EL PAÍS por meio de sua mais tradicional porta, o Máster de Jornalismo da Escola de Jornalismo do EL PAÍS, um celeiro de aprendizado e de talentos mantido pelo jornal há mais de 30 anos. Na redação brasileira desde 2018, abraçou desde logo tarefas árduas e minuciosas, como parte da cobertura da tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, no começo de 2019, ou a transição já conturbada no Ministério da Saúde nos primeiros passos do Governo Bolsonaro, com o fim do programa Mais Médicos. Mas foi em março de 2020 que a repórter começaria um trabalho intenso, tanto em termos jornalísticos como emocionais e pessoais: a cobertura da maior crise sanitária do século. “A pandemia me deu uma urgência maior de viver, de contar o que está acontecendo”, afirma Beatriz Jucá.

“Enquanto eu estava procurando entender o que estava acontecendo em Manaus, um tio no Ceará estava lá esperando por um leito de UTI. Então tudo ficou muito misturado”, conta. “Sigo nessa cobertura muito mais humana do que eu entrei. Me dá muita satisfação de trabalhar numa redação que é muito humana também.”

Com família no interior do Ceará e formação em jornalismo da universidade federal do Estado, Beatriz Jucá reflete sobre o desafio de contar histórias de um Brasil que vai muito além do Sudeste e não só para o público brasileiro, mas também para os leitores globais do EL PAÍS. “O EL PAÍS mudou a minha visão de mundo, mudou a forma como eu olho para o meu país, como olho para o mundo. É um lugar que eu encontrei pra tentar fazer esse trabalho de formiguinha, que é um compromisso que eu tenho com a região de onde eu vim. Desse Nordeste que é tão rico, tão cheio de histórias”, diz ela. Ao lado da também repórter do EL PAÍS Heloísa Mendonça, Jucá escreveu uma reportagem sobre a diferença abismal do impacto do pagamento do auxílio emergencial nas vidas dos mais pobres em São Paulo e no sertão do Ceará. A produção venceu um prêmio no concurso promovido pelo Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, na sigla em inglês) sobre a cobertura da pandemia em 2020. “Eu estou sempre pensando: como eu vou contar essa história para que o leitor da Espanha, da Argentina e do México entendam do que eu estou falando?”

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