Jornalismo

Jamil Chade, colunista do EL PAÍS, é homenageado pela defesa da democracia e dos direitos humanos

Jornalista receberá nesta quarta-feira o Troféu Audálio Dantas, premiação que contou com a curadoria do Instituto Vladimir Herzog e da Oboré

Jamil Chade (à esq. de óculos e boné) durante visita à Etiópia.
Jamil Chade (à esq. de óculos e boné) durante visita à Etiópia.Juca Varella / Acervo pessoal

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O jornalista Jamil Chade, colunista do EL PAÍS, receberá nesta quarta-feira o Troféu Audálio Dantas —Indignação, Coragem, Esperança, concedido para profissionais de imprensa que “dedicaram suas vidas à defesa da democracia, justiça, direito à informação e liberdade de expressão”. A iniciativa contou com a curadoria da Oboré e a participação de estudantes e professores do projeto Repórter do Futuro, da equipe Rádio Brasil Atual, do Instituto Vladimir Herzog e dos Centros Acadêmicos do curso de jornalismo Benevides Paixão (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), e Vladimir Herzog (Faculdade Cásper Líbero). Além de Chade, a radialista Mara Régia di Perna e o jornalista Luis Nassif também serão agraciados com o troféu.

Chade, que escreve para o EL PAÍS desde julho de 2019, é correspondente na Europa há 21 anos, período no qual se notabilizou pela cobertura das relações diplomáticas em entidades multilaterais como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio. Ele é mestre em relações internacionais pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, cidade onde reside atualmente, e também escreveu o romance O Caminho de Abraão (Planeta) e outros cinco livros. Também atuou como pesquisador da Comissão Nacional da Verdade, criada para investigar crimes e violações cometidos durante a Ditadura Militar brasileira.

Durante o Governo de Jair Bolsonaro, Chade se destacou com uma cobertura de bastidores do corpo diplomático brasileiro e mundial, descontente com os rumos da política externa isolacionista ditada pelo ex-chanceler Ernesto Araújo. Os reflexos do negacionismo do presidente com relação à mudança climática e à pandemia do novo coronavírus, temas que foram alvo de debates na ONU, também receberam destaque nas reportagens e colunas de Chade.

Em 2020, o Troféu Audálio Dantas foi entregue à repórter do jornal Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello, autora de uma série de matérias e de um livro sobre os bastidores da campanha de disseminação de fake news encabeçada pelos bolsonaristas desde a eleição de 2018.

Audálio Dantas, que dá nome ao troféu, morreu em 2018. Ele foi um jornalista com destaque na área de Direitos Humanos, autor do livro As Duas Guerras de Vlado Herzog (Editora Civilização Brasileira), sobre a história do colega de profissão assassinado pela ditadura militar.

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