7 anos de EL PAÍS BrasilTribuna
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Obrigada, leitor! Nossa reverência a vocês neste dia em que completamos sete anos de EL PAÍS Brasil

Neste aniversário da edição brasileira, partilhamos nossa gratidão por acreditar em nosso projeto, e nos ajudar a construir esta marca e influir na nossa cobertura. Aplaudimos vocês de pé

Parte da equipe do EL PAÍS Brasil, com importantes ausências no time, celebrando o ano em dezembro de 2019, quando ainda podíamos nos reunir.
Parte da equipe do EL PAÍS Brasil, com importantes ausências no time, celebrando o ano em dezembro de 2019, quando ainda podíamos nos reunir.

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Chegamos a este 26 de novembro, justo quando completamos 7 anos de EL PAÍS no Brasil, e quase dois meses após lançarmos a assinatura do jornal. Aqui estamos, para lhe dizer com todas as letras: Muito, muito obrigada. Muito obrigada por tornar real este projeto, por nos apoiar desde o início, por nos incentivar a sermos melhores. E finalmente, por aceitar nosso convite para assinar o jornal neste ano. Não é pouco, é muito, e nós sabemos bem que o é. Este é talvez um dos momentos mais difíceis e delicados do Brasil e do mundo. Pandemia, eleições, notícias de uma crise econômica que se avizinha. Tudo joga a favor do medo e da contenção de riscos e recursos. Mas mesmo assim, vocês abraçaram nossa proposta, confiaram na gente, apoiaram nosso conteúdo e se tornaram assinantes.

Vocês, leitores, são nossos maiores e melhores críticos. Foi com vocês que começamos, desde o início desta jornada, a abolir em nossos textos palavras que envelheceram para o Brasil. Termos machistas, racistas, ainda arraigados no idioma nacional, mas que perderam a legitimidade diante de uma sociedade mais atenta.

Levamos algumas broncas, o que neste trabalho, é um presente. É a chance de nos aperfeiçoar. Foram vocês, também, que muitas vezes nos alertaram para assuntos que estavam ficando de lado e procuramos entregar. Por isso, não é exagero dizer que esta alegria que vivemos hoje é também de vocês. Vocês são coautores deste jornal. Nos encontramos na afinidade de temas, e com vocês queremos continuar crescendo.

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Muitas águas revoltas tomaram o Brasil nestes 7 anos. Nascemos com os ecos das jornadas de junho de 2013, que transformaram o país e os brasileiros. Estivemos juntos vendo a metamorfose política, o despertar feminista nas ruasbem antes do #Metoo no exterior—, incluindo as campanhas catárticas das mulheres nas redes sociais. Do racismo impregnado na leitura dos rolezinhos até a tortura selvagem de jovens e a indiferença às execuções de gente inocente em regiões vulneráveis. Gritamos e nos colocamos do lado de quem não tinha como se defender, por acreditar que é preciso reforçar diariamente os limites da dignidade. Em 2014 e 2015, fizemos uma série de reportagens sobre transgeneridade que abarcou dos direitos à invisibilidade deste grupo. E hoje ficamos satisfeitos em ver que contribuímos com mudanças sociais fundamentais que aparecem inclusive nas eleições, ao dar voz a quem apontava as distorções da nossa população.

Também somos um jornal que saudamos a Operação Lava Jato, e acompanhamos com avidez todos os seus movimentos e seu alcance. Mas nunca deixamos de retratar as falhas que eram apontadas por figuras imparciais no processo. Foi natural aderir em 2019 à cobertura da Vazajato com o The Intercept Brasil para sopesar sua influência, positiva e negativa, no Brasil.

Chegamos a este dia celebrando um número de assinaturas bem acima do que esperávamos. Embora não possa revelar os números, é encorajador ver que superamos em muito a meta que tínhamos inicialmente, e com um forte suporte de assinaturas anuais. É a colheita de um trabalho de muita dedicação de toda a nossa equipe, de noites viradas, e muito empenho para tocar o coração de vocês. De um time de colunistas especial, de uma rede imbatível de correspondentes no mundo inteiro, marca registrada deste jornal, fundado em maio de 1976 na Espanha, que ousou atravessar o oceano com uma nova lente para o jornalismo.

Com vocês como assinantes, dobramos a nossa responsabilidade, e também nossa gana de acertar, de melhorar a qualidade do jornalismo que fazemos, e de reforçar a saudável ambição de querer ser a pedra que bate no lago para ressoar ondas de mudanças propositivas, de respeito pela democracia, pelos grupos mais vulneráveis, pela verdade dos fatos. Seguimos nessa direção.

Nosso muito, muito obrigada. Se pudéssemos, estaríamos aplaudindo vocês agora de pé.

Carla Jiménez é diretora do EL PAÍS no Brasil.


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