Discurso de Javier Moreno em ocasião do lançamento de EL PAÍS Brasil

Ministros,

Querida Nélida,

Queridos amigos,

Quero agradecer-lhes por acompanhar este ato, que assinala formalmente o lançamento da edição brasileira de EL PAÍS. Poucas ocasiões na história de um jornal conjugam as características como a que nos reúne hoje aqui em São Paulo. Os leitores disporão em uns minutos dos conteúdos do jornal em português, produzidos por uma redação de jovens jornalistas, cujo entusiasmo e capacidade de trabalho nas últimas semanas iguala sem dúvida alguma às expectativas que o projeto suscitou em amplas camadas da sociedade brasileira.

Não é que EL PAÍS e Brasil sejam colegas recentes. Desde o nascimento do jornal em 1976 legiões de intelectuais, escritores, artistas ou políticos elegeram suas páginas para transmitir suas ideias, defender seus projetos e ligar suas inquietudes com o resto do mundo ibero-americano, que sempre teve na potência de suas duas línguas, o espanhol e o português, as melhores ferramentas de difusão.

O jornal, por sua vez, ocupou-se profundamente da sociedade brasileira, tanto de suas inquietudes como de suas batalhas por consolidar os avanços econômicos, sociais e as liberdades democráticas.

Os avanços tecnológicos dos últimos anos vieram para concretizar esta aliança. Centenas de milhares de brasileiros informaram-se na edição América de EL PAÍS sobre os protestos de junho passado, que supuseram um chamado de atenção das novas gerações que pedem participar, mediante caminhos que ainda terão de se estabelecer, na política e na sociedade deste país.

Hoje damos mais um passo para colocar ao alcance dos cidadãos brasileiros, em português, toda a informação relevante que produz o jornal sobre um mundo cada vez mais global, as análises necessárias para compreender essa realidade em mudança e os artigos das personalidades mais relevantes do panorama internacional nas artes, ciências, política, economia e do mundo empresarial.

Mas um jornal como EL PAÍS é mais do que a soma de todas essas coisas, por mais importante que elas sejam. Oferecemos a nossos leitores em todo mundo, especialmente aqueles nas sociedades às que nos dirigimos neste continente, um projeto de modernização e progresso social, de consolidação dos direitos cidadãos e avanço econômico, de igualdade social e respeito às minorias que é em essência o que compartilhamos com os espanhóis há décadas.

É este o compromisso inquebrantável com seus leitores que o jornal foi renovando ao longo de sua vida naquelas ocasiões em que as circunstâncias pediram e que eu quero hoje, em meu nome e no de toda a redação de EL PAÍS, o Grupo Prisa que o edita, seus diretores e seus acionistas, assumir com todos os brasileiros.

Vocês podem estar seguros de que, na firmeza desse compromisso, não lhes faltaremos. Muito obrigado.