Espanha vai às urnas pela segunda vez no ano de olho no impulso da ultradireita

Está em jogo a saída da paralisia política e institucional provocada pela ausência de maiorias parlamentares que se arrasta desde 2015. Siga em tempo real

Santiago Abascal, do ultradireitista Vox.
Santiago Abascal, do ultradireitista Vox.Susana Vera (REUTERS)

Os espanhóis convocados neste domingo às urnas compõem o maior número de eleitores de sua história da democracia: 37 milhões. Está em jogo a saída da paralisia política e institucional provocada pela ausência de maiorias parlamentares – e a incapacidade dos partidos de se entenderem – que se arrasta desde 2015. Esta eleição geral é a quarta em quatro anos, outro recorde. Diversos interlocutores políticos reconhecem, de forma privada, que o país enfrenta uma espécie de “emergência nacional”.

A Espanha continua crescendo acima da média europeia, mas ninguém questiona que a desaceleração tenha chegado. Um dado recente: a Comissão Europeia acaba de rebaixar as previsões de crescimento para 1,9%. E a última pesquisa sobre a população economicamente ativa deixou claro que o mercado de trabalho esfriou: a criação de emprego volta a patamares de 2012. Enquanto isso, a crise da Catalunha se intensifica com a sentença do procés independentista em outubro e, atualmente, o diálogo entre as Administrações parece um curto-circuito. As pesquisas preveem uma Câmara de Deputados mais fragmentada inclusive do que a surgida das urnas em 28 de abril. Na época, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) obteve 123 cadeiras, o Partido Popular (direita) 66, o Cidadãos (Cs) 57, a plataforma Unidas Podemos ficou com 42 e o Vox (ultradireita) irrompeu com 24. Nesses quase seis meses, segundo todas as pesquisas publicadas, a situação mudou: a distância entre o bloco de direita e o de esquerda parece ter diminuído. Outro fator que as pesquisas indicam é o da provável ascensão da ultradireita: hoje, à meia-noite (hora local), com os votos apurados, será possível saber até onde chega este anunciado crescimento, alimentado por sua mensagem ultranacionalista e protecionista.

A participação popular será fundamental. Uma desmobilização da esquerda, desmoralizada após o fracasso do acordo entre o PSOE e o Podemos, poderia fazer subir ainda mais o PP e o Vox. Os dados definitivos do voto por correio, que caiu 26,73% em relação a abril, parecem confirmar esse temor. Mas os especialistas acreditam que a participação não será muito menor que a de seis meses atrás, quando girou em torno de 76%.

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As mensagens dos partidos na campanha não propiciam exatamente muita esperança de diálogo: a ponte está quebrada entre as três forças da direita e o PSOE. Na esquerda, a plataforma Unidas Podemos aumenta suas exigências aos socialistas para lhes dar o seu apoio. O Más País, partido de Íñigo Errejón, mais favorável ao pacto, tem poucas chances de influência. Além disso, o partido esquerdista Candidatura da Unidade Popular (CUP) estará previsivelmente no Congresso “para bloquear”.

O líder do Cidadãos, Albert Rivera, agora sim está disposto a colocar suas cadeiras em prol de uma solução pactuada. O problema é que seus efetivos podem ser insuficientes, ou mesmo irrelevantes, sempre segundo as pesquisas. Ficará muito longe daquelas 180 cadeiras que teria somado com os 123 do PSOE nas eleições de abril.

De qualquer forma, a possibilidade de uma maioria absoluta, folgada e sólida, já é história. Pablo Casado enfrenta um dilema: a ideia de Rivera de que o Cidadãos e o PP facilitem a investidura de Pedro Sánchez se o PSOE for o partido mais votado o coloca ante o temor de que esse passo dispare ainda mais o Vox. Só a distância que o separar hoje da formação de Abascal determinará se existe alguma possiblidade de que o PP seja o fator de desbloqueio.

Esse é o marco que o PSOE quer propiciar. Se vencer, que o deixem governar. Já ficou decidido que os partidos terão essa proposta por escrito na própria terça-feira, e com textos diferentes. A cada um, pedirá o “sim” ou a abstenção por motivos diferentes. Não será fácil. Por exemplo, se uma coisa ficou evidente nessa campanha é o aumento da distância entre os socialistas e o Podemos. Os primeiros fizeram uma aposta arriscada ao se dirigirem muito mais à centro-esquerda que ao potencial eleitorado da formação de Pablo Iglesias. O convencimento de Sánchez de que pode obter maiores ganhos na faixa central o leva a marcar e remarcar suas diferenças em relação ao Podemos. Se essa legenda insistir que sua única opção é dividir Governo, e já sem exclusões, com Iglesias no Conselho de Ministros, não se vislumbra nenhum acordo.

Sánchez tampouco quer a ajuda dos partidos independentistas. A rejeição é mútua. Outra opção é o apoio do Cs e do PP mediante a abstenção, como fez o PSOE em 2016. Com isso, Sánchez convida a romper os blocos ideológicos.

Onde há poucas dúvidas é no outro lado: se o PP, o Vox e o Cs somarem maioria para a investidura, esta ocorrerá. Levarão duas ou três semanas, mas o pacto será feito, reconhecem membros dessas formações. Não é a soma prevista pelos estudos pré-eleitorais, mas nada está escrito. O que de fato está escrito é o combate identitário que marcou a campanha. Todos os partidos sucumbiram a dar sua visão sobre “ser espanhol”. Tal como o poeta e filósofo Miguel de Unamuno, todos têm pena do que está acontecendo com a Espanha.

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Hasta aquí el directo sobre los pactos tras las elecciones del 10 de noviembre.

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EL PAÍS

El Gobierno no ve alternativa al pacto entre el PSOE y UP por la “autoexclusión de la derecha”

El Ejecutivo descarta que Sánchez comparezca en el Congreso por la sentencia de los ERE. Una crónica de Marcos Lema.

EL PAÍS

Isabel Celaá, portavoz del Gobierno, en la rueda de prensa del Consejo de Ministros: "Como dice Pedro Sánchez, la guía de este Gobierno es disciplina fiscal y estabilidad presupuestaria. Pero la disciplina fiscal también es justicia social y política social".

EL PAÍS

Isabel Celaá, portavoz del Gobierno, en la rueda de prensa del Consejo de Ministros: "Frente a aquellos que hablan de advertencias, la propia Comisión Europea ha reconocido que el comportamiento de nuestra economía en el tercer trimestre de este año ha sido más positivo de lo esperado".

EL PAÍS

Isabel Celaá, portavoz del Gobierno, sobre el acuerdo entre PSOE y Unidas Podemos, en la rueda de prensa del Consejo de Ministros: "Es la única alianza posible que permiten las urnas". Y añade: "El único Gobierno posible es uno presidido por Pedro Sánchez. Lo mejor que le puede pasar al país es que las formaciones políticas estén a la altura y permitan la formación de un Gobierno".

EL PAÍS

La comparecencia de Sánchez será la primera iniciativa parlamentaria del PP. La primera iniciativa parlamentaria que el PP adoptará en la próxima legislatura será pedir la comparecencia parlamentaria "extraordinaria y urgente" del presidente del Gobierno en funciones, Pedro Sánchez, tras la sentencia de los ERE de Andalucía, para que aclare la "posible implicación" en el caso de tres ministros. Así lo ha anunciado este viernes el portavoz del grupo popular en el Senado, Javier Maroto, quien ha hecho especial hincapié en que la actual ministra de Hacienda, María Jesús Montero, era la consejera de la Junta de Andalucía "que llevaba las cuentas de los ERE" y ahora se sienta en el Consejo de Ministros junto a Sánchez. (Efe)

EL PAÍS
CC no votará a Vox para la Mesa del Congreso, pero aconseja "argumentos serios" más que "cordones" para desmontarles. La diputada de Coalición Canaria en el Congreso, Ana Oramas, ha avanzado este viernes que no apoyará a ningún candidato de Vox para formar parte de la Mesa de la Cámara, pero ha subrayado que el "cordón sanitario" que ahora propugnan el PSOE y Unidas Podemos tendría que haberse desplegado durante la campaña electoral y los debates, porque lo que deben hacer los demás partidos es "desmontar con argumentos serios" las tesis de la formación que lidera Santiago Abascal. En una rueda de prensa en el Congreso, Oramas ha recordado que ella solo cuenta con un voto y que tiene "libertad" para decidir su posición en las votaciones que tendrán lugar el 3 de diciembre, cuando se elija a los miembros de la nueva Mesa de la Cámara. (EP)
EL PAÍS
Las bases de IU ya votan si permiten que Garzón o Díaz entren en el Gobierno de coalición. Las bases de Izquierda Unida están votando, desde este viernes hasta el domingo, si autorizan que miembros de la formación sean ministros o altos cargos en el eventual Gobierno de coalición del PSOE y Unidas Podemos, puestos para los que suenan como candidatos el coordinador federal de IU, Alberto Garzón, y su diputada por Pontevedra, Yolanda Díaz. El pasado sábado por la tarde, la asamblea política y social de IU aprobó someter a consulta a sus militantes no tanto si aprobaban el preacuerdo firmado el lunes por el líder de Podemos, Pablo Iglesias, y el del PSOE, Pedro Sánchez, como si autorizaban que, por primera vez, haya un ministro de esta formación. (Servimedia)
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Javier Maroto (PP), en el Senado: "Que los españoles sepan que la persona que llevaba las cuentas de Chaves y Griñán es la actual ministra de Hacienda".

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El presidente de la patronal CEOE, Antonio Garamendi, ha reclamado estabilidad política,  moderación, pactos de Estado en asuntos clave como las pensiones y "rigor presupuestario" para dar seguridad y que la economía española "avance". Garamendi ha intervenido este viernes en un foro organizado por Dato Económico en Vitoria, donde no ha querido entrar en "siglas" a la hora de hablar de pactos de gobierno en España y se ha limitado a insistir en que el acuerdo entre PSOE y Podemos es, "de momento, un preacuerdo" al que "tiene que incorporarse mucha más gente" y en que lo que interesa a la patronal "es el día después". (Efe)
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Villegas seguirá en Cs "desde la segunda o tercera fila" y señala que Sánchez pide "un cheque en blanco". El secretario general de Ciudadanos, José Manuel Villegas, ha manifestado este viernes que seguirá en Cs "desde la segunda o tercera fila" y que votará a la formación "con ilusión", tras anunciar que abandonará la dirección de Ciudadanos tras el congreso. En una entrevista en Onda Cero ha señalado que "aún no tiene decidido su futuro", aunque se ha mostrado "a disposición del partido" hasta que la gestora nombre un sucesor. (EP)

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Ana Oramas, portavoz de Coalición Canaria, en el Congreso: "Estoy sorprendida y preocupada por los acontecimientos. Cada día hay declaraciones distintas. En la campaña se abrieron nuevas grietas. En vez de ser prudente con la situación en Cataluña, se usó en campaña. Creo que el PSOE ha ganado las elecciones, le corresponde iniciar las negociaciones para una legislatura. En mi experiencia, siempre se empieza con una reunión del ganador con todos los partidos políticos donde se habla de todo. Y a partir de escucharles, no en los medios de comunicación, no a los segundos... se crean comités negociadores para ver si hay capacidad de acuerdo. Fuerzas como la mía esperaban a los acuerdos con las fuerzas mayoritarias, y después ver si estábamos de acuerdo con eso".
EL PAÍS

Galicia en Común consultará a sus simpatizantes sobre el preacuerdo de Unidas Podemos y PSOE a partir de este viernes. Galicia en Común, la coalición electoral formada por Podemos y Esquerda Unida para concurrir en las generales en las provincias gallegas consultará a sus simpatizantes sobre el preacuerdo de Gobierno de coalición de Unidas Podemos y PSOE. La consulta telemática se hará entre este viernes 22 de noviembre y el martes 26.

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Alberto Núñez Feijóo (PP), en la cadena Cope: "Soy de la opinión de que Ciudadanos cabe en el PP. Tenemos más cosas que nos unen que las que nos diferencian. Cuestión distinta es que se produzca o no".

EL PAÍS

José Manuel Villegas, en Onda Cero: "Estoy a disposición del partido, que ahora debe nombrar una gestora hasta el próximo congreso. Se cierra un etapa en Ciudadanos, exitosa, y debe abrirse una nueva. Con un presidente o presidenta y un secretario general diferente". No tengo ni idea de lo que voy a hacer, pero en principio sí [abandonará la vida política]. En principio, yo soy abogado. Ya veremos a qué me dedico a partir de marzo. Pero seguiré militando en Ciudadanos".

EL PAÍS

Ander Gil, portavoz del PSOE en el Senado, en Telecinco: "Soy optimista, creo que se han sentado las bases de un pacto ilusionante. Sánchez está cumpliendo la promesa de las 48 horas y su mirada a la izquierda. Estamos en la fase de ratificación de la militancia. La mesa de diálogo con ERC, dentro de la ley, el diálogo entre fuerzas políticas debe comenzar. Solo PSOE y UP podemos ofrecer diálogo".

EL PAÍS

Abascal pone al frente de Vox en Barcelona a dos procesados por odio a los inmigrantes

Afiliados catalanes recurren ante los tribunales la disolución del comité elegido por las bases.

Por Miguel González. Imagen de Kike Para.

EL PAÍS

Quim Torra torpedea el acercamiento entre PSOE y Esquerra para la investidura

El presidente catalán ve minimalista la propuesta de la mesa de diálogo.

Por Camilo S. Baquero. Imagen de Carles Ribas.

EL PAÍS

Buenos días. Reabrimos el directo para informar sobre la última hora de los pactos electorales tras el 10-N. Muchas gracias por seguirnos.

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Hasta aquí nuestro seguimiento este jueves sobre el proceso de negociación de los pactos de investidura. Gracias por su atención. Buenas noches.  

 

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