ESTADO ISLÂMICO

O Pentágono divulga vídeos do ataque a Al Bagdadi

Na operação, segundo os EUA, morreram seis membros do ISIS, quatro mulheres e dois homens. Grupo terrorista já tem nova liderança

Imagem do vídeo publicado pelo Departamento de Estado dos EUA do momento da operação contra o líder do ISIS. AP / VÍDEO: REUTERS-QUALITY

O Pentágono divulgou, nesta quarta-feira, vídeos e fotografias do ataque das forças de elite norte-americanas contra o líder do Estado Islâmico (ISIS), Abubaker al Bagdadi, que terminou  com a morte do terrorista, o mais buscado pelos Estados Unidos, após ele detonar um colete explosivo. A operação ocorreu no último fim de semana. Por sua vez, o grupo terrorista já conta com um novo número 1: é Abu Ibrahim al Hashimi al Qurashi, que segundo a organização é descendente do profeta Maomé.

Os vídeos, gravados com um drone, mostram um grupo de dez soldados se aproximando da área cercada onde se escondia o objetivo, na região síria de Idlib. Também há imagens dos ataques aéreos realizados com aviões F-15 e de drones que explodiram o edifício assim que os soldados abandonaram o local.

MAIS INFORMAÇÕES

O general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, explicou que, antes de entrar, os soldados enfrentaram “quatro mulheres e dois homens”. “Eles não responderam às ordens em árabe de que se rendessem”, explicou, e foram executados.

“Uma vez estabelecidas dentro do recinto, as forças norte-americanas encontraram Al Bagdadi escondido em um túnel. Quando sua captura era iminente, Al Bagdadi detonou uma bomba que levava junto ao corpo, matando a si mesmo e a duas crianças pequenas que estavam com ele”, relatou. Mckenzie explicou que, inicialmente, pensaram que eram três crianças, como foi comunicado em um primeiro momento, mas depois comprovaram que eram apenas duas. Ao todo, “morreram seis membros do ISIS, quatro mulheres e dois homens, incluindo Al Bagdadi”. Isso, somado às duas crianças mortas pela explosão de Al Bagdadi. “Onze crianças foram protegidas e dois homens foram detidos e retirados do local”, concluiu.

McKenzie confirmou que os comandos apreenderam documentos e materiais eletrônicos, um conjunto que qualificou de “substancial". Depois regressaram aos helicópteros e destruíram o local com mísseis. As forças que realizaram o ataque, disse, estavam destinadas na Síria.

O general também lembrou do cachorro implicado na operação, que recebeu nos últimos dias elogios de DonaldTrump (após difundir sua foto, o presidente tuitou uma montagem fotográfica que simulava a imposição de uma condecoração ao cachorro). McKenzie explicou que é "um veterano de quatro anos", que já participou de 50 missões de combate e que ficou ferido ao se expor a cabos elétricos após Al Bagdadi detonar a bomba. O cão, a quem referiu-se em masculino (em um primeiro momento pensava-se que era fêmea), já regressou ao serviço.