De virada, a Austrália venceu o Brasil nesta quinta-feira, no Stade de la Mosson, em Montpellier, pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo feminina da França. Marta e Cristiane abriram vantagem no primeiro tempo, mas Foord, Logarzo e Mônica (contra) viraram para 3 a 2. Com a liderança da chave pela vitória na estreia, as brasileiras escolheram uma postura mais defensiva, apostando na velocidade do contra-ataque pelas laterais no primeiro tempo. Foi assim que, aos 27 minutos, Tamires cruzou, Letícia Santos dominou na área e foi puxada pela australiana: pênalti. Marta, que voltou de lesão, converteu e abriu o placar, se tornando a maior artilheira de Mundiais e a única a marcar em cinco Copas do Mundo diferentes, entre homens e mulheres. Novamente pela esquerda, dez minutos depois, Debinha recebeu e cruzou no segundo pau, onde Cristiane subiu mais que a zaga para ampliar. A pressão australiana, que teve mais posse de bola na etapa inicial, só deu resultado dois minutos antes do intervalo, quando Kerr desviou cruzamento pela esquerda e Foord chegou completando para o gol, sem chances para a goleira Bárbara.
Logo no intervalo, o treinador Vadão tirou Marta por questões físicas e escolheu substituir Formiga, que tinha cartão, para colocar Ludmila e Luana. Sem sua maior referência no meio-campo, a seleção sucumbiu à pressão australiana. Aos 12 minutos. Logarzo bateu forte de fora da área, Kerr fez o corta luz e a bola entrou no canto da goleira Bárbara. Dez minutos depois, Kerr foi lançada na área, mas a zagueira Mônica se antecipou e desviou de cabeça para trás, marcando gol contra. A auxiliar havia marcado impedimento, mas a árbitra, depois de consultar o VAR, decidiu que a australiana não interferiu no gol contra da brasileira. Satisfeita com a vitória, a Austrália se fechou e não permitiu a reação do time brasileiro; somente nos acréscimos, Andressa Alves foi derrubada por australiana dentro da área, mas desta vez o árbitro de vídeo não optou por chamar a atenção da árbitra em campo. Com as seleções empatadas com três pontos, a definição do grupo C ficou para a última rodada, quando o Brasil enfrenta a Itália e a Austrália pega a Jamaica.
Veja como contamos Brasil x Austrália pela Copa do Mundo:
Encerramos por aqui a cobertura de Brasil 2 x 3 Austrália, pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo feminina. Obrigado pela cobertura e até a próxima!
Amanhã, a Itália, outra seleção do grupo C, deve vencer a limitada Jamaica e pular para a liderança, com seis pontos. Então, a definição fica para a última rodada, que tem Brasil x Itália e Austrália x Jamaica.
Com o gol de pênalti, Marta chegou a 16 gols na história das Copas, igualando o recorde do alemão Miroslav Klose. A brasileira também se tornou a única, entre homens e mulheres, a marcar em cinco edições diferentes de Mundial. Foto: AP
O VAR foi determinante no jogo de hoje. Foi através da tecnologia que a árbitra viu que Kerr, mesmo impedida, não participou do terceiro gol. Por outro lado, o mesmo VAR ignorou um pênalti claro em cima de Andressa Alves nos acréscimos do segundo tempo.
"A gente deu uma desligada com a troca das meninas [Marta e Cristiane]. Não pode acontecer quando está vencendo por 2 a 0. Tinha que ter mantido", reclamou Cristiane na saída do jogo.
Marta, na zona mista, reclama do pênalti não marcado nos acréscimos. Em cruzamento, Andressa Alves foi agarrada e levada ao chão por australiana dentro da área, mas o VAR ignorou o lance. "Fomos muito prejudicadas".
No intervalo, Vadão tirou Marta pela lesão recente e Formiga, porque estava com cartão amarelo. Sem a jogadora mais experiente da seleção, o meio-campo ficou defasado e o Brasil não suportou o ímpeto australiano e tomou dois gols no segundo tempo.
A seleção fez um ótimo primeiro tempo contra a Austrália, bem defensivamente, e abriu 2 a 0 com o talento de Marta e Cristiane. Nos acréscimos, Foord diminuiu, com um gol que ressuscitou as australianas dentro da partida.
37 minutos. Desde que Vadão tirou Formiga, já no intervalo, o meio-campo do Brasil sumiu. Luana entrou muito mal no lugar da volante experiente, que estava pendurada com cartão amarelo.
33 minutos. As posturas se invertem: o Brasil marca a saída de bola e procura espaços na defesa australiana, enquanto as adversárias se concentram em tentar matar o jogo no contra-ataque.