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Assessor de Trump para Segurança Nacional virá ao Rio ver Bolsonaro

Visita de John Bolton no dia 29 reforça prestígio de futuro Governo com a Casa Branca

Trump com o assessor da Casa Branca, John Bolton, ao fundo.
Trump com o assessor da Casa Branca, John Bolton, ao fundo. REUTERS

Jair Bolsonaro declinou do convite do presidente Michel Temer para fazer seu debut diplomático na reunião do G20 na Argentina na semana que vem –citando sua situação de saúde– perdendo a chance de realizar seu ansiado primeiro encontro com o homólogo norte-americano Donald Trump em Buenos Aires. Mas a ausência do presidente eleito brasileiro no encontro das potências não o impede de exibir o prestígio que angariou na Casa Branca antes mesmo de chegar ao Palácio do Planalto, em janeiro. O assessor de Segurança da Casa Branca, John Bolton, confirmou em sua conta de Twitter que virá ao Rio para se encontrar com o político de extrema direita no dia 29. "Nós compartilhamos vários interesses bilaterais e vamos trabalhar juntos na expansão da liberdade e da prosperidade pelo hemisfério", saudou Bolton, um dos "falcões" linha-dura da equipe de Trump.

A visita de Bolton vem dias após o assessor de segurança ressaltar em um discurso em Miami as "afinidades" de Trump tanto Bolsonaro como com o novo presidente da Colômbia, o conservador Ivan Duque. Ao mesmo tempo em que desenhava esse eixo de aliados especiais na América do Sul, o assessor de Trump anunciava sanções contra Cuba, Venezuela e ameaçava a Nicarágua –conjunto que ele chamou de "troika da tirania". O presidente eleito brasileiro, assim como seu futuro chanceler, Ernesto Araújo, um cruzado contra os regimes de esquerda de inspiração marxista não só divide a mesma ojeriza pelos países citados como ganhou pontos extras recentemente. A saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos após exigências de Bolsonaro foi aplaudida nos círculos anticastristas e conservadores dos EUA.

A visita de Bolton não é o único sinal de deferência da Casa Branca com Bolsonaro. No dia da vitória, Trump e o brasileiro falaram por telefone, o que foi saudado como "excelente" conversa no Twitter do norte-americano. Na semana que vem haverá outro teste para a relação bilateral e para o nível de aceitação do futuro Governo brasileiro nos EUA: Eduardo Bolsonaro, deputado eleito e interessado em assumir parte da interlocução externa da gestão do pai, tem visita prevista aos Estados Unidos. Enquanto isso, apoiadores de Bolsonaro tentam promover a hashtag #Trumpnaposse, para incentivar a vinda do norte-americano, algo inédito na história das trocas de poder no Brasil.

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