Ibope mostra cenário estável no primeiro turno. No segundo, só Ciro bate Bolsonaro

Segunda pesquisa do instituto na semana mostra capitão reformado do Exército com 32% contra 23% de Haddad

Janela em São Paulo com cartaz em apoio a Bolsonaro.
Janela em São Paulo com cartaz em apoio a Bolsonaro. Andre Penner (AP)
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Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, 3 de outubro, mostrou um cenário estável na corrida eleitoral após o instituto registrar uma melhora da performance de Jair Bolsonaro na última segunda-feira. O candidato do PSL que tinha 31% no levantamento anterior agora aparece com 32%, oscilando dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. O mesmo aconteceu com Fernando Haddad, do PT, que oscilou positivamente dois pontos: de 21% para 23%. Ciro Gomes, do PDT, oscilou um ponto para baixo (de 11% para 10%), mas é o único que vence Jair Bolsonaro no segundo turno, por 46% a 39%. Em todas as demais simulações, há empate técnico entre os competidores.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores entre primeiro e 2 de outubro em sua segundo levantamento para a reta final do primeiro turno, que acontece em 7 de outubro. Apesar da estabilidade dentro da margem de erro, Bolsonaro segue com tendência de alta, o que deve manter as campanhas adversárias em estado de alerta. Há semanas o campanha do PSL estimula, até mesmo com pesquisas falsas, a ideia de que o deputado federal pudesse levar a eleição já no primeiro turno. Antes tido como descartado, o cenário começou a ser considerado como possível, ainda que improvável, com os números do Ibope de segunda e do Datafolha da terça-feira. O mercado financeiro viveu dois dias de euforia com a possibilidade de a extrema direita liquidar a disputa já no próximo domingo. "A frequência das pesquisas Datafolha e Ibope revela uma volatilidade grande. Então todo resultado novo precisa ser interpretado com cautela", diz Andrei Roman, da consultoria Atlas Político. "Os resultados dessa pesquisa vão diminuir a especulação em relação a uma possível vitória do Bolsonaro no primeiro turno", avalia Roman.

Outra cifra acompanhada com lupa nesta reta final é a rejeição aos candidatos –quando o eleitor diz que não votaria de jeito nenhum no nome apresentado pelo entrevistador– porque pode ser decisiva no segundo turno. Neste quesito, Bolsonaro segue liderando, mas o rechaço ao capitão oscilou para baixo dois pontos de 44% para 42%. Os petistas, que se mostraram alarmados com a alta rápida da rejeição de Haddad no levantamento anterior também ganharam um alento: o rechaço ao ex-prefeito de São Paulo de 38% para 31%.

A reta final da campanha terá pesquisas praticamente diárias. Nesta quinta-feira, data do último debate dos presidenciáveis na TV Globo, é a vez de o Datafolha divulgar novos números. Bolsonaro disse que não vai ao debate e citou que o veto é uma recomendação média. O líder das pesquisas se recupera em sua casa, no Rio de Janeiro, de um atentado a faca sofrido em 6 de setembro.

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