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Presidente da Audi é preso na Alemanha pelo caso ‘dieselgate’

Ministério Público acusa Rupert Stadler de suposta fraude e propaganda enganosa pelo escândalo das emissões de veículos a diesel

Rupert Stadler, conselheiro delegado de Audi.
Rupert Stadler, conselheiro delegado de Audi.

O presidente da Audi, Rupert Stadler, foi preso nesta segunda-feira, 18 de junho, por seu suposto envolvimento no caso das emissões de veículos a diesel do grupo Volkswagen, conhecido como dieselelgate. Segundo um porta-voz da montadora alemã, as autoridades do país devem determinar agora se o diretor permanecerá detido.

O Ministério Público de Munique anunciou na semana passada que havia iniciado uma investigação contra Stadler e outro membro do conselho executivo, que acusa de ter cometido os crimes de fraude e falsificação de documentos. O Ministério Público ordenou buscas nas casas particulares de Stadtler e do outro membro do conselho executivo, não identificado, para reunir documentação sobre a manipulação que a Audi poderia ter feito em seus veículos com motores a diesel.

O Ministério Público alemão incluiu o presidente da empresa dos quatro anéis entre os suspeitos acusados de fraude e propaganda enganosa pelo escândalo das emissões de veículos a diesel do grupo Volkswagen. Além disso, na semana passada fez buscas no apartamento de Stadler e disse que está investigando 20 suspeitos, entre os quais figura outro integrante da diretoria da empresa.

Fraude e publicidade enganosa

Os promotores disseram que todos os suspeitos estão sendo investigados por suposta fraude e propaganda enganosa e pelo seu papel para ajudar a comercializar veículos com software ilegal no mercado europeu.

Depois da divulgação, na semana passada, de que a Audi estava sendo investigada pelo Ministério Público, a marca de carros de luxo disse que a empresa estava cooperando com a justiça alemã, mas evitou fazer comentários sobre as buscas e as acusações a Stadler.

Há algumas semanas, o Escritório Federal de Veículos Automotores (KBA) da Alemanha havia obrigado a Audi a revisar os modelos A6 e A7 com motor diesel de três litros e a paralisar a venda de novos veículos desse modelo por usarem um dispositivo ilegal para manipular as emissões de gases poluentes.

A marca mais lucrativa da Volkswagen

O KBA anunciou no início de maio que havia aberto uma investigação a esse respeito e a Audi reconheceu “incidentes” que haviam levado à suspensão temporária da entrega de veículos fabricados às concessionárias. Como informou o semanário Der Spiegel, é um novo software, diferente do que já havia sido descoberto em vários modelos a diesel do grupo Volkswagen no escândalo de manipulação de emissões descoberto em 2015, uma certeza que havia convencido o Ministério Público de Munique a efetuar buscas em vários imóveis de ex-executivos.

A Audi, marca que mais contribui para os lucros da Volkswagen, já havia admitido em novembro de 2015 que seus motores V6 a diesel de 3.0 litros estavam equipados com um dispositivo considerado ilegal nos Estados Unidos que permitia que os carros ultrapassassem os limites de emissões.

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