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“Não há um país latino onde o levante feminista argentino não tenha chegado”

Beatriz Pedreira, do Instituto Uptade, apresenta estudo que mapeia a inovação política na América Latina em conversa no Facebook Live do El PAÍS

Manifestação na Argentina em 4 de junho a favor da despanalização do aborto.
Manifestação na Argentina em 4 de junho a favor da despanalização do aborto. EFE

Não há caminho para transformação social e queda das desigualdades na América Latina a não ser a  aplicação de boas práticas políticas. Com essa premissa, pesquisadores do Instituto Update, uma ONG sem fins lucrativos, foi a campo em busca de experiências políticas inovadoras e emergentes em 11 países da região, incluindo o Brasil.

É o resultado desse mergulho (baixe aqui) que Beatriz Pedreira, pesquisadora e cofundadora do Instituto Update, comenta na entrevista em vídeo, feita ao vivo na página do EL PAÍS na terça-feira. Na contramão do desalento com relação à política - crescente não só no Brasil -, Pedreira anima os cidadãos a participarem da política. Propôs um desafio: para cada comentário de desesperança política publicado nas redes sociais, publicar três de esperança. "Precisamos ocupar as redes", disse ela. Um dia antes da histórica votação na Câmara da Argentina que  avançou na legalização do aborto no país vizinho (ainda falta o Senado para que vire lei), a pesquisadora comentou o Ni una a Menos, o movimento feminista argentino que emergiu em 2015 e está na base da mobilização pelo projeto. “Ni una a menos é a prova mais contundente de que estamos passando por uma transformação na sociedade latino-americana", afirmou. Segundo Pedreira, nenhum dos países visitados por ela ficou indiferente ao "levante feminista" argentino, iniciado em 2015 como reação a um caso de feminicídio. "As pessoas falam: 'Ah, é só manifestação. Mas manifestação é o que diz a palavra: manifestar. É o momento de choque, de explosão, mas não quer dizer que as pessoas vão voltar para casa, voltar a ser o que elas eram."

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