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Acusado por atropelamento em Nova York se declara inocente

Ministério Público apresentou 22 acusações contra o suspeito, incluindo homicídio e apoio material ao Estado Islâmico

Estado Islâmico
Foto policial de Sayfullo Saipov. AFP

Sayfullo Saipov se declarou nesta terça-feira “inocente” das acusações pelo atropelamento que matou oito pessoas no bairro de Tribeca, em Manhattan, há quatro semanas, no dia do Halloween. Cinco das vítimas eram amigos argentinos que comemoravam os 30 anos de sua formatura. Saipov enfrenta 22 acusações penais, algumas punidas com a morte.

O suspeito entrou na sala com uma corrente nas pernas. As mãos não estavam algemadas. Olhou para o fundo como se estivesse procurando algum familiar. Sentou-se e só disse “sim” quando o magistrado perguntou se entendia por que estava sentando no banco dos réus. Precisou da ajuda de um intérprete, que fez a tradução do inglês para o usbeque. A próxima audiência está marcada para 23 de janeiro.

Esse foi o primeiro atentando terrorista com vítimas mortais na cidade de Nova York desde os ataques de 11 de Setembro contra as Torres Gêmeas. O incidente teve lugar em uma ciclovia que passa ao lado do World Trade Center. Na confissão que fez à Polícia, Saipov declarou que seu plano era causar danos ainda maiores atropelando os pedestres na ponte do Brooklyn com sua caminhonete.

São 8 acusações por homicídio, 12 por tentativa de homicídio, uma por apoio ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) e uma por violência e destruição com veículo motorizado. O Ministério Público inclui como prova 90 vídeos e 3.800 imagens de propaganda do EI que os investigadores encontraram no celular do acusado.

Saipov chegou a pensar em colocar uma bandeira do EI na caminhonete, mas decidiu não fazê-lo para não chamar atenção. Depois do ataque, pediu para colocá-la no quarto do hospital em que foi internado. O autor do ataque foi capturado por um policial depois que sua caminhonete bateu em um ônibus escolar. Ao descer do veículo, carregava duas armas de brinquedo.

O acusado, residente na localidade de Paterson (Nova Jersey), planejou o ataque durante várias semanas. Seu nome apareceu em outras investigações sobre membros do EI, mas não estava sendo vigiado. O presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que fosse enviado a Guantánamo, mas depois defendeu que fosse julgado em Nova York e condenado à pena capital.

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