Atentado em Nova York

Autor do atentado em Nova York seguiu ao pé da letra instruções do EI

O agressor preparou o atropelamento meticulosamente durante várias semanas

Bill de Blasio e Andre Cuomo, prefeito e Governador
Bill de Blasio e Andre Cuomo, prefeito e GovernadorSPENCER PLATT (AFP)

O suposto autor do atentado de Nova York, Sayfullo Saipov, planejou de forma meticulosa o ataque “durante várias semanas”, segundo as conclusões preliminares da investigação antiterrorista. Sabe-se, também, que o suspeito do atentado terrorista de Nova York teve durante os últimos anos contato com pessoas que davam apoio ao Estado Islâmico (EI). Apesar disso, nunca esteve sob vigilância estreita.

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À tarde, o FBI emitiu um mandado de busca para poder interrogar um segundo homem, Mukhammadzoir Kadirov, de 32 anos, relacionado à investigação do atentado. O suspeito foi localizado depois de algumas horas sem que se informassem outros detalhes. Saipov, por sua vez, foi formalmente acusado de terrorismo. O promotor Joo Kim explicou que ele atacou várias vezes com a caminhonete e que tinha intenção de atacar a ponte do Brooklyn.

O responsável pela inteligência da Polícia de Nova York, John Miller, explicou em uma conferência de imprensa pela manhã que o bilhete encontrado na cena do crime estava escrito em árabe e afirmava que o EI ia “durar para sempre”. Miller destacou que o agressor “seguiu ao pé da letra as instruções do grupo extremista nas redes sociais”.

Saipov entrou no radar do FBI e do Departamento de Segurança Nacional há alguns anos. Seu nome apareceu no curso de uma investigação de um grupo formado por cinco uzbeques e um cazaque dos quais se suspeitava que estavam vinculados ao citado grupo terrorista. Não ficou clara, no entanto, a vinculação e a promotoria do Brooklyn nunca apresentou denúncias contra ele.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, afirmou que o suspeito se tornou radical depois de ir morar nos Estados Unidos. “Então começou a se informar sobre o EI e as táticas do islamismo radical”, afirmou o político democrata, apesar de ter deixado claro que a investigação ainda está em fase muito preliminar. Agora as autoridades tentam ver se há conexão com outras investigações.

Os investigadores vinculam o autor do atentado em Manhattan com várias contas nas redes sociais que contêm material relacionado ao EI. Além do bilhete manuscrito mostrando sua simpatia em relação ao grupo extremista, o comissário Miller explicou que foram encontradas várias facas na caminhonete utilizadas na matança na tarde de Halloween.

O nome de Saipov, que foi ao tribunal de cadeira de rodas, não está em nenhuma lista terrorista e também não tem antecedentes criminais. O Uber informou na terça-feira, dia 31, depois do atropelamento em massa, que o motorista passou em todos os exames sem que nada suspeito fosse detectado. É verdade que aparecem em sua ficha algumas citações judiciais relacionadas a infrações de trânsito na Pensilvânia e Missouri, onde uma citação judicial estava em vigor.

A mulher de Saipov, também uzbeque, está cooperando com as autoridades. Miller insiste que o suspeito “nunca foi alvo de investigações por parte do FBI nem da NYPD”. Isso, acrescentou, não significa que não tivesse alguma conexão com o EI. O promotor afirmou depois da entrevista coletiva que Saipov pediu para pendurar uma bandeira do grupo terrorista em seu quarto no hospital. “Disse que se sentia bem com o que tinha feito”, concluiu.

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