Terremoto no México

México revive pânico após novo terremoto que abala centro e sul do país

Tremor de 6,1 pontos na escala Richter é réplica do ocorrido em 7 de setembro. Duas pessoas morreram na capital em decorrência de um infarto

Moradores nas ruas da capital do México após o novo terremoto.
Moradores nas ruas da capital do México após o novo terremoto.Sáshenka Gutiérrez (EFE)

Um tremor de 6,1 pontos na escala Richter nesta manhã de sábado voltou a abalar o centro e o sul do México, desencadeando os piores temores entre aqueles que vivenciaram, quatro dias atrás, o poderoso terremoto de 7,1 pontos que provocou, até o momento, 305 mortes. Os trabalhos de resgate na capital foram suspensos por alguns minutos, segundo as autoridades, mas retomados pouco depois. Esse novo tremor foi uma réplica daquele que ocorreu em 7 de setembro, segundo as autoridades, e fragilizou algumas edificações em Oaxaca que já tinham sido afetadas pelo sismo anterior, que deixou 98 mortos. Duas pessoas morreram, na Cidade do México, por conta de infarto.

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O movimento telúrico foi registrado às 7h53 (hora local, 5h53 em Brasília), com epicentro localizado no estado sulino de Oaxaca, mesma região onde, em 7 de setembro, se deu um terremoto de 8,2 pontos, o mais forte desde 1932, matando 98 pessoas. “Até o momento, os pontos mais afetados são a ponte de Ixaltepec [Oaxaca], que terá de ser reconstruída, e estruturas com estragos anteriores que se desmantelaram”, informou o presidente do país, Enrique Peña Nieto.

O alarme soou quase um minuto antes de que se pudesse sentir o terremoto na Cidade do México, o que possibilitou que muitas pessoas deixassem suas casas e se refugiassem nas ruas. A cena se repetia, os rostos cheios de medo, o “aconteceu de novo”. Os 38 edifícios que caíram na capital trazem essa marca, e ficar ali dentro não é uma opção.

Na Cidade do México, foi sentida “uma leve sensação e, até agora, não se registraram quedas, prosseguindo-se o monitoramento”, afirmou no Twitter o coordenador Nacional da Defesa Civil, Luis Felipe Puente, que afirmou estar em permanente comunicação com os estados de Chiapas e Oaxaca. “Pedimos a toda a população que mantenha a calma”, disse, por sua vez, a Presidência. O diretor do Centro Nacional de Prevenção de Desastres (Cenapred), Carlos Valdés, confirmou que o tremor foi uma réplica daquele registrado em 7 de setembro. Pela “magnitude” desse terremoto, “é possível que ele ainda gere réplicas como esta que vimos hoje”.