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Editoriais
São da responsabilidade do editor e transmitem a visão do diário sobre assuntos atuais – tanto nacionais como internacionais

Ameaça permanente

Atentado desta sexta-feira em Londres é uma lembrança de que o terrorismo está presente no cotidiano

Policiais trabalham no lugar onde ocorreu uma explosão
Policiais trabalham no lugar onde ocorreu uma explosãoWILL OLIVER (EFE)

O atentado registrado na sexta-feira no metrô de Londres, onde uma bomba explodiu em um vagão causando por volta de vinte feridos, é uma nova e triste lembrança de que a ameaça terrorista é permanente, e que todas as sociedades democráticas devem estar alertas.

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Quase um mês depois da matança de Barcelona, só um acúmulo de fatores – como o fato da bomba de fabricação caseira explodir parcialmente e o trem já estar na superfície – evitaram outra grande tragédia com a marca terrorista na capital britânica. O vagão atingido estava lotado de passageiros porque a detonação aconteceu em pleno horário de pico.

Infelizmente estão se cumprindo algumas das previsões mais pessimistas em relação à incidência do terrorismo na vida cotidiana de numerosos países. E para o cidadão comum quase tão ruim como deixar que o medo paralise os afazeres do dia a dia é terminar se acostumando a essa ameaça até o ponto de não levá-la muito em consideração. Nunca será possível frisar o suficiente o quanto a colaboração da população é fundamental à prevenção e à perseguição desse tipo de crime. Essas contribuições, por menores que possam parecer no plano geral, significam uma ajuda inestimável aos milhares de profissionais que na Europa se dedicam diariamente a evitar e perseguir fatos como o ocorrido na sexta-feira em Londres.

Como é de praxe, o Governo de Theresa May agiu com muita cautela no início em chamar a explosão de ato terrorista e depois em atribuir responsabilidades enquanto policiais e investigadores trabalhavam no local da explosão. Essa atitude séria e sensata contrasta com o imediatismo com que o presidente dos EUA, Donald Trump, aproveitou o atentado para vender, novamente pelo Twitter, sua política fronteiriça, questionada por seu racismo.

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