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Cinco alternativas chinesas aos iPhones pela metade do preço

Os aparelhos chineses oferecem características similares às dos ‘smartphones’ da Apple, mas são muito mais baratos

Homem tira uma foto com um OnePlus 5.
Homem tira uma foto com um OnePlus 5.

O lançamento dos novos iPhone 8 e iPhone X marca, como todo ano, o começo de um novo momento no setor de telefonia móvel inteligente. Apesar de a Apple não ser pioneira no desenvolvimento de novas tecnologias, sua adoção determina a direção para a qual o mercado caminhará. Acontece agora com as telas sem bordas — a ideia original foi da japonesa Sharp e a chinesa Xiaomi se encarregou de aperfeiçoá-la e popularizá-la com o Mix — e já ocorreu com vários outros aspectos. Por exemplo, foi a chinesa LeEco a primeiro eliminar o plugue dos fones de ouvido, e a compatriota Meizu adotou as linhas curvas das antenas antes da Apple.

Não à toa, as marcas chinesas continuaram inovando em tecnologia e melhorando sua qualidade de fabricação. Assim, oferecem aparelhos de alto nível com algumas características semelhantes às dos novos iPhone pela metade ou menos do preço da Apple. No EL PAÍS este ano testamos quase vinte e estes são os cinco que recomendamos para quem procura um telefone com especificações avançadas sem ter de recorrer a um empréstimo bancário.

Na avaliação dos aparelhos levou-se em conta as especificações técnicas, as inovações que adotaram, a facilidade para adquiri-lo, a oferta de assistência técnica na Espanha e, sobretudo, a relação qualidade-preço.

OnePlus 5

OnePlus 5.
OnePlus 5.

À primeira vista pode parecer um iPhone 7 Plus ou um OPPO R11, e é evidente que o design poderia ter optado por mais traços mais singulares, mas, além da excelente qualidade de acabamento, poucos smartphones conseguem concorrer com a potência do último carro-chefe da marca Shenzhen: de um lado, incorpora o último chip de alta performance da Qualcomm — o Snapdragon 835, com uma frequência máxima de 2,45 Ghz; de outro, vem com 8 Gb de memória RAM, uma capacidade que está à altura de computadores potentes.

Além disso, a velocidade é potencializada com a memória RAM LPDDR4x e o armazenamento UFS 2.1. Inclusive as transferências por Bluetooth são mais rápidas graças à incorporação da quinta versão dessa aplicação. O OnePlus também se destaca por sua carga rápida Dash Charge, que obtém 61% da capacidade de sua bateria de 3.300 mAh em apenas meia hora. Suficiente para utilizá-lo um dia inteiro sem um uso especialmente intenso.

E ainda tem a câmera dual, uma das melhores do mercado. O único ponto fraco é a falta de um estabilizador óptico que melhore o resultado em condições de pouca luz, mas tanto a grande luminosidade de suas objetivas (f 1,7 em grande angular, com um sensor de 16 megapixels, e f 2,6 na teleobjetiva, com outro sensor de 20 megapixels) quanto o excelente algoritmo de processamento oferecem imagens de grande qualidade. Além disso, a marca lançou constantes atualizações para melhorar seu rendimento e interface.

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Nubia Z17

Nubia Z17
Nubia Z17

Não causou a expectativa do OnePlus 5, mas o Nubia Z17 não faz inveja a seu principal concorrente. Ao contrário, há várias características em que se sobressai. Uma delas é sua tela que conta com controles laterais, o que lhe confere funções interessantes que são ativadas deslizando o dedo nas bordas. Por exemplo, fazer isso na lateral direita ativa um menu secundário personalizável com as funções que o usuário mais usa. E a partir da borda superior esquerda é possível saltar entre aplicações como se fossem as folhas de um livro. Assim, o Nubia demonstra que soube desenvolver um dos sistemas operacionais baseados em Android mais atraentes e práticos do mercado.

Além disso, esta que já foi a marca secundária da ZTE, conta com uma das melhores câmeras duais do mercado, melhor até que a do OnePlus, graças a sua excelente interface de uso e algoritmo de processamento. Além de contar com uma configuração de objetivas muito semelhante, traz também dois sensores de 12 e 23 megapixels que oferecem uma qualidade excepcional graças a seu tamanho generoso de 1/2,55 polegadas. Somado à grande luminosidade das lentes (f 1,8 na grande angular e f2 na teleobjetiva), a marca compensa a carência de estabilizador óptico.

O Nubia também acertou ao adotar o emissor de raios infravermelhos que parece exclusivo da Xiaomi, e que é útil para usar o Z17 como controle remoto de vários eletrodomésticos, assim como o último sistema de carga rápida da Qualcomm, que obtém 100% dos 3.200 mAh de bateria em apenas 79 minutos. O fabricante também garante que o terminal é resistente a mergulhos na água, mas não certificou. Infelizmente, o Nubia também se somou às empresas que eliminaram o plugue dos fones de ouvido.

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Meizu PRO 7

Meizu PRÓ7
Meizu PRÓ7

Na falta de uma tela ‘infinita’, tem duas telas. Essa parece ser a estratégia comercial da Meizu, que concorre no segmento de alto padrão com um dos aparelhos mais peculiares da história. O PRO 7 é o primeiro ‘smartphone’ que inclui uma segunda tela AMOLED (de 1,9 polegadas) na parte de trás do aparelho e que permite ao usuário utilizá-la para interagir com o celular. Isso quer dizer que não só mostra informações — como notificações de mensagens e outras aplicações —, mas também serve para algumas coisas. Até o momento, a mais interessante é a possibilidade de fazer selfies com a câmera dual principal e controlar o enquadramento pela tela de trás.

Os resultados são especialmente bons. Apesar de a câmera dupla da Meizu usar duas lentes com a mesma distância focal e luminosidade f2 com um sensor monocromático e outro colorido — o que teoricamente aumenta os detalhes das fotos em condições de pouca luz —, o resultado do ‘modo retrato’ é quase tão bom quanto o dos aparelhos que optam por outras distâncias focais. A segunda tela também mostra a hora, os passos que demos e o tempo. Acende automaticamente ao levantar-se o telefone e também com duplo toque. Finalmente, é possível gravar uma imagem em movimento GIF e usá-la como salva-telas, uma função que, sem dúvida, assombra muitos que veem.

Infelizmente, a versão normal do aparelho — existe uma Plus que aumenta as 5,2 polegadas da tela para 5,7 — não parece à altura de seus concorrentes mais diretos. O chip Mediatek Helio P25 consegue um funcionamento fluido graças aos oito núcleos que trabalham com uma frequência máxima de 2,6 Ghz, mas não se compara ao Qualcomm Snapdragon 835. É algo que só quem joga com frequência ou edita vídeos vai notar, mas é uma pena que a Meizu não tenha optado por montar no PRO 7 básico o processador Helio X30 incorporado na versão Plus, e que sim poderia concorrer com Qualcomm e Samsung.

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Xiaomi Mix

Xiaomi Mix
Xiaomi Mix

Sim, o Xiaomi Mix foi lançado no fim do ano passado e na segunda-feira, dia 11 de setembro, a marca de Pequim apresentou seu sucessor, o Mix 2. Mas conseguir este último parece impossível nos próximos meses, e o primeiro aparelho da série continua sendo um smartphone extremamente atraente. De fato, suas especificações técnicas superam em muitos aspectos as do carro-chefe do ano: processador Qualcomm Snapdragon 821 — o mesmo que está nos aparelhos como o Google Pixel —, 6 GB de memória RAM e até 256 GB de armazenamento interno.

Mas, sem dúvida, seu grande ponto forte é a tela, que ocupa quase 90% do corpo. É verdade que a Xiaomi não foi a primeira marca a introduzir essa novidade agora copiada pelo iPhone X, mas foi a primeira a levá-la ao extremo e popularizá-la. Com este elemento, consegue que um gigantesco ‘phablet’ com uma tela de 6,4 polegadas se torne relativamente confortável de manipular. Além disso, os acabamentos são excepcionais: o corpo cerâmico é quase um espelho, e os frisos em ouro 18 quilates em volta da câmera e do sensor de digitais lhe dá um ar exclusivo.

Entre seus pontos fortes se destaca a enorme bateria de 4.400 mAh que em nosso caso conseguimos esticar facilmente para até dois dias de uso, e que se complementa com a carga rápida que obtém 40% da capacidade em apenas meia hora. Assim, desfrutar de conteúdo multimídia no celular se torna uma atividade prazerosa sem preocupação com a duração da bateria. O calcanhar de Aquiles do Mix está em sua câmera, que oferece resultados aceitáveis mas de qualidade inferior à do resto dos celulares desta lista.

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OPPO R11

ORPO R11
ORPO R11

Apesar de suas especificações técnicas serem as mais discretas deste grupo — chip Qualcomm Snapdragon 660 com frequência máxima de 2,2 Ghz e 4 GB de RAM — é preciso levar a sério a marca que conseguiu vencer a Apple na China com seus dois últimos aparelhos — o R9 e o R9s. Não à toa, o R11, que tem até uma versão para os fãs do FC Barcelona, parece seguir o caminho de seus irmãos mais velhos e já é o celular Android mais vendido. Mesmo com seu design calcado tanto no OnePlus 5, fabricado nas instalações da OPPO, quanto no iPhone 7 Plus.

Seu ponto forte está em uma grande estratégia promocional e nos magníficos acabamentos do smartphone. Não por acaso, é o mais fino e rápido que os dois celulares com os quais se parece, e também notavelmente mais barato. Sua câmera dual está à altura das melhores do mercado. De fato, é a mesma do OnePlus 5, e supera este na resolução da câmera de selfie, que chega a 20 megapixels.

A OPPO também desenhou uma das telas de Android mais atraentes, ColorOS. Além de permitir a personalização dos gestos usados para abrir aplicativos de forma muito mais rápida, a OPPO adotou a função da Xiaomi que serve para clonar aplicativos e administrar duas contas diferentes no mesmo aparelho. Algo que é especialmente útil para quem precisa atualizar uma conta pessoal e outra profissional, seja de redes sociais, de Whatsapp ou de e-mail. Além disso, como a maioria dos celulares chineses, inclui um slot ‘dual-SIM’ que também facilita o uso de dois números de telefone diferentes no mesmo aparelho.

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*Todos os preços de compra incluídos neste artigo foram atualizados em 13 de setembro de 2017.

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