Seleccione Edição
Entra no EL PAÍS
Login Não está cadastrado? Crie sua conta Assine

Guam, uma pequena joia estratégica do Pacífico

Território norte-americano que abriga uma importante base militar está na mira da Coreia do Norte

Base de Guam, dos EUA, no Pacífico
Vista aérea da base naval no porto de Apra (Guam), em 2016 EFE

O confronto explosivo entre Donald Trump e Kim Jong-un colocou os holofotes internacionais em Guam, uma pequena ilha do Pacífico a cerca de 3.400 quilômetros da Coreia do Norte. O presidente dos Estados Unidos lançou, na terça-feira, um discurso incendiário ameaçando a Coreia do Norte com "fogo e fúria." O regime respondeu com o anúncio de que está "estudando operação" para atacar com mísseis de médio alcance a ilha, uma relíquia colonial, primeiro espanhola e depois norte-americana.

Guam, uma pequena área estratégica do Pacífico, abriga uma grande base militar dos Estados Unidos por sua posição geoestratégica: é a porta de entrada para pérolas do Pacífico, como Coreia e Taiwan.

Guam, uma pequena joia estratégica do Pacífico

Controlada pela Espanha até 1898, a exemplo de outras ilhas oceânicas — como as Filipinas, Cuba e Porto Rico, — foram travadas em seu território (de apenas 500 quilômetros quadrados) batalhas cruciais durante a Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos perderam o controle da ilha aos japoneses em 1941 e retomaram em 1944, estabelecendo outra base na ilha japonesa de Okinawa.

Sua importância estratégica remonta aos tempos da Conquista, quando foi porta de entrada para os galeões de Manila, navios comerciais espanhois que atravessavam o oceano Pacífico, na rota Manila-Acapulco.

A maior das Ilhas Marianas, um arquipélago no Pacífico conquistado em 1561, Guam tem economia baseada no turismo e na base militar. Ela tem pouco mais de 160.000 habitantes, de acordo com o Banco Mundial, e a maioria de sua população é de origem Chamorro.

Com status de território não incorporado aos EUA, o Estado é administrado por um governador americano, tem um representante no Senado, mas não tem direito a voto. As línguas oficiais são o inglês e o Chamorro. Assim como o Tagalo — o idioma filipino — é uma língua crioula que incorporou muitas palavras do idioma espanhol. O próprio termo ‘chamorro’ é uma derivação do significado de "nobre".

MAIS INFORMAÇÕES